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Plaza de Armas e Palacio de La Moneda

Posted by Luna on July 23, 2016 in América do Sul, Chile, Férias, Mochilão, Viagem |

Ainda em 2013 – pra dar uma situada – e ainda estamos falando do dia 1 em Santiago del Chile.

Depois da nossa parada estratégica para um rápido recarregamento de baterias no Parque Florestal, seguimos nós para o Cerro Santa Lucia. Pegamos o metrô, o que foi uma experiência agradabilíssima. O metro de Santiago é show, bem diferente do metro da Argentina que era um pouco medonho.

Descemos na estação Bellas Artes

Descemos na estação Bellas Artes

Porém antes, tinha uma sorveteria recomendadíssima no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma sorveteria.

Cafe del Opera

Cafe del Opera

Na verdade, ficava bem na frente do Cerro, e lembro de estar um calor horroroso, daqueles que um sorvete é uma excelente ideia. Provavelmente, alguém no hostel deve ter sugerido esse luga pra gente: o Café del Opera.

Maravilhoso sorvete invertido no Cafe del Opera

Maravilhoso sorvete invertido no Cafe del Opera

Depois do nosso tão merecido sorvete, atravessamos a rua e nos demos com o Cerro Santa Lucia fechado. Kuen Kuen Kuen!

Do lado de fora do Cerro Santa Lucia

Do lado de fora do Cerro Santa Lucia

Cerro Santa Lucia, super do lado de fora.com. Juntando energias pra seguir no passeio

Cerro Santa Lucia, super do lado de fora.com. Juntando energias pra seguir no passeio

Oquei, então bora recalcular a rota e seguir rumo ao Plaza das Armas. Enquanto fazíamos isso, fui tirando umas fotos aleatórias da cidade.

Foto aleatória

Foto aleatória

Vale lembrar que estávamos cansados pra caralh*amba. Era nossos últimos dias de mochilão, de dormir mal em hostel, de andar que nem uns loucos debaixo de um calor senegalês das 7 da manhã até umas meia noite, se deixassem. Enfim, fim do dia, o cansaço começou a se manifestar forte, mas mesmo assim, fomos com tudo atrás dos nossos destinos finais.

Finalmente, chegamos na Plaza das Armas, o marco zero da cidade. Bom, é um praça normal, com nada de especial. Lembro que a gente ficou um pouco desconfiados no princípio, não lembro mais o porque, mas ninguém se sentiu muito a vontade.

Plaza das Armas, o marco zero da cidade

Plaza das Armas, o marco zero da cidade

Não sei se porque quando alguém fala “praça”, me vem matinho no chão… mas, definitivamente, uma praça de chão de concreto não é muito aconchegante ou convidativa. Também não sei se estávamos influenciados pelo cansaço, mas a gente achou o lugar estranho.

Plaza das Armas

Plaza das Armas

Ficamos lá pra tirar umas fotos, e ver um grupo dançando algo que pareceu ser uma dança típica chilena. Não faço a menor ideia e estou chutando aqui. Mas tem o vídeo da dança, e vou deixar o link aí pra vocês tirarem suas próprias conclusões.

Plaza das Armas, no chão de concreto

Plaza das Armas, no chão de concreto

Plaza das Armas

De lá, seguimos para nosso destino final do passeio, O Palacio de La Moneda, a sede da Presidência da República do Chile.

Palacio de La Moneda, sede da Presidência da República Chilena

Palacio de La Moneda, sede da Presidência da República Chilena

E assim encerramos os passeios do dia 1, em Santiago.

:)

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Falta pouco pra acabar. De repente, em 2020 eu consiga postar sobre minhas férias de 2016 :P

 

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O Bairro Bellavista e o Parque Florestal em Santiago

Posted by Luna on July 14, 2016 in América do Sul, Chile, Férias, Mochilão |

Estou fazendo um senhor teste de memória, ao tentar escrever sobre uma viagem de quase 3 anos atrás… porém é como diz aquele ditado: e vamos que vamos :P

Depois de visitamos La Chascona, decidimos dar um role pelo bairro Bellavista, que é um bairro, nas palavras da própria plaquinha chilena, um bairro boêmio e cultural. A noite, vira a Lapa de Santiago (mas isso é história pra outra hora).

Bairro Bellavista

Bairro Bellavista

De lá, saímos meio que sem rumo atrás de um restaurante. Paramos pra comer no restaurante “alguma coisa Palmera”, que ficava próximo à casa do Pablo Neruda, ainda no bairro Bellavista.

o restaurante "alguma coisa Palmera"

o restaurante “alguma coisa Palmera”

Comemos algo que provavelmente era típico do lugar (ou não rs), e, pelas fotos, saímos felizes e revigorados depois da pança estar devidamente cheia. O restaurante era charmosinho, e a comida, bem gostosa.

Comida Santiago Chile

A felicidade no olhar de quem acabou de comer

A felicidade no olhar de quem acabou de comer

Ah claro, mas não podia deixar de faltar os sustos e risos na hora de pagar uma conta com 4 dígitos. Era sempre um mini ataque de pânico, seguido de risadas de quem acha que está ostentando, seguindo de: tá, mas vamos falar sério agora, e jogar esse valor no conversor pra saber quanto, de fato, estávamos pagando.

Ostentando os pesos chilenos

Ostentando os pesos chilenos

Saindo do Bairro Bellavista, nossa missão era ir em direção a Plaza das Armas,  mais ao sul da cidade. Passamos pelo bairro Patronato – a parte comercial e cosmopolita da cidade – e fomos andando até encontrarmos, de forma totalmente não planejada, o Parque Florestal.

Bairro Patronato

Bairro Patronato

O Parque Florestal é simplesmente encantador. É aonde está localizado o Museu de Arte Contemporânea, um ponto famoso da cidade. Como no nosso grupo ninguém liga muito pra arte, principalmente as contemporâneas, a gente resolveu ficar do lado-de-fora-ponto-com mesmo.

Chegando no Parque Florestal super sem querer

Chegando no Parque Florestal super sem querer

O Museu de Arte Contemporânea, no Parque Florestal

O Museu de Arte Contemporânea, no Parque Florestal

O grupo acabou decidindo parar no Parque Florestal para repor as energias, afinal, a gente tinha acabado de comer, e como mamãe já dizia, a lombeira bateu forte.

Três mocinhas elegantes

Três mocinhas elegantes

Eu já comentei aqui que adoro mato rs rs Adoro natureza, adoro árvores, plantas, verde etc, e pra mim, cidade com verde junto ganha muitos pontos. Santiago ficará pra sempre no meu core :P

Aquela foto super fofa que não dá pra não postar

Aquela foto super fofa que não dá pra não postar

O primeiro dia de Santiago ainda não tinha acabado, mas eu vou encerrar o post por aqui pra não ficar grande.

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La Chascona – a Casa do Pablo Neruda em Santiago

Posted by Luna on July 9, 2016 in América do Sul, Chile, Dica de viagem, Férias, Mochilão, Viagem |

o ano era 2013…

A viagem, um mochilão pela América do Sul, que até agora, quase três anos depois, eu não consegui terminar de contar rs (abafa, gente)

O Caeté eu fui um dia desses, e estava aqui toda pimpona querendo postar mais algumas dicas do Rio, mas fiquei afim de respeitar a ordem cronológica mais uma vez, e voltei para Santiago.

Tenha paciência, gente. Pega na minha mão e vamos direto para o túnel do tempo.

Bom, estávamos nós, láaaa no alto no Cerro San Cristóbal, que foi uma bela de uma surpresa. Descemos, encontrei uma lhama (muitas emoções) e fomos nós caçarmos a tal casa do Pablo Neruda. Na verdade, estávamos procurando la chascona antes de subirmos pro Cerro, porém, no meio do caminho tinha um Cerro, tinha um Cerro no meio do caminho, e aí, decidimos subir o cerro antes.

Uma lhama

Uma lhama

A casa do Neruda (fazendo a íntima), fica bem perto do Cerro (já tínhamos passado na rua, inclusive), no bairro Bellavista, também.

La calle de la chascona (deixa eu gastar meu espanhol à vontade)

La calle de la chascona (deixa eu gastar meu espanhol à vontade)

E como não podia faltar, a casa dele tem um nome. Adoro essas manias peculiares de artista, como colocar nome na casa, por exemplo. La Chascona :)

Na entrada da La Chascona (essa frase já não me garanto de escrever em espanhol rs rs)

Na entrada da La Chascona (essa frase já não me garanto de escrever em espanhol rs rs)

Eu já lí algumas coisas do Neruda, e pra mim ele era minha referência de Chile, ou seja, eu tinha que visitar la Chascona (amo esse nome). Aliás, eu amo visitar casas de gente histórica (Santos Dumont, Hemingway, etc).

La Chascona é o nome da casa do Pablo Neruda em Santiago, mas o escritor tinha outras duas, e ambas também viraram museus e são cuidadas pela Fundação Pablo Neruda. 

A casa é um museu, e como museu, não pode tirar fotos lá dentro. Só na parte externa. Uma pena, porque a memória da pessoa aqui começa a falhar.

Mas vamos ao que me lembro. Pablo Neruda (Pablito?!) era apaixonado por uma ruiva, e construiu essa casa pra ela. Matilde, inclusive, virou inspirações de obras do artista. Depois da morte de Pablito, Matilde – a ruiva – cuidou da casa e trabalhou para que houvesse uma curadoria em cima do lugar.

La Chascona Santiago Chile Pablo Neruda

Como quase toda casa de artista que já visitei (ou museu), la chascona não poderia deixar de ser uma casa bem impar, arquitetada pelo próprio escritor. Artista normalmente tem esse ímpeto de se expressar de qualquer forma, inclusive na moradia.

Você entra e da de cara com uma gift shop (essa parte deve ter sido adaptada, claro) e logo em seguida, com uma cozinha e uma sala de jantar. Ah, e você recebe um telefone contendo a explicação dos cômodos, como se fosse uma visita guiada, mas pelo telefone, e aí é só ir apertando os números do “telefone”, seguindo a numeração dos lugares em que for entrando.

Fica aquela cena engraçada das pessoas admirando o lugar com o telefone grudado na orelha, sabe?

No quintal, lugar permitido para tirar foto, com o telefone guia na mão

No quintal, lugar permitido para tirar foto, com o telefone guia na mão

 Depois da cozinha, a gente sai numa varanda pra subir para um outro cômodo (essa aí da foto de cima). Isso mesmo, pra ir da cozinha pra um outro quarto, você tem que sair de casa…  não sei como isso funcionava em dias de chuva, mas tudo bem.

Lá em cima era um outro comodo, que não me lembro mais se era uma sala ou quarto

Demonstração de como se usa, e lá atrás a escada que leva para a outra parte da casa

Particularmente, eu acho uma delicia conhecer a vida do artista assim de tão pertinho, me sinto intima, sabe? Poder entrar no mundo dele para entender melhor a sua obra. Fico fascinada.

La Chascona vista de fora

La Chascona vista de fora

Apenas metade do grupo entrou, enquanto Mozart e eu fomos explorar La Chascona, Brenda e Bruna decidiram esperar do lado de fora, pois elas não estavam a fim de pagar 6.000 pesos (que não faço mais ideia de quanto é isso em real) pra conhecer a casa de alguém que elas nunca nem tinham ouvido falar.

Eu amei demais, mas sou suspeita. Como tendo a ficar empolgada com essas coisas, sai de lá querendo tatuar aquele peixe-marca-registrada-do-Pablo-Neruda na testa.

 

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No Mirante do Caeté

Posted by Luna on June 28, 2016 in Rio de Janeiro, Trilha |

Que eu amo trilhar isso não é mais novidade pra ninguém, e aqui no Rio o que mais tem é opção de fazer trilhas.

O Caeté já estava no meu radar tem um tempão, só que sabe quando você planeja, planeja, planeja, e a parada nunca sai? Então, num dia, sem planejar absolutamente do nada essa trilha saiu.

Num sábado, depois do trabalho – no horário menos impróprio pra trilha – saímos nós rumo ao Parque Natural da Prainha, localizado numa praia chamada Prainha, ao lado do Grumari.

Essas praias se localizam na Zona Oeste do Rio e ficam (pra quem vem do Centro do Rio) depois do Recreio. São praias que nós, moradores do Rio, adoramos por ser menos turistonas e bem mais próprias para o banho ( Ipanema e Copacabana são muito cheias e sujas).

Recreio e Barra da Tijuca

Recreio e Barra da Tijuca

Como o horário era ruim, decidimos deixar o carro no Pontal (aquele da música do Tim Maia), a última praia do Recreio, na pontinha mesmo (e será esse o motivo da praia ser chamada Pontal? Acabei de pensar sobre isso :P ) e de lá fomos andando pra Prainha. Foi uma senhora caminhada até chegar no começo da trilha, mas fomos margeando o mar, com uma vista incrível e isso, por sí só, valeu muito a pena.

Chegando na prainha, a pé

Chegando na prainha, a pé

No Parque da prainha só cabe apenas 200 carros, e nosso receio era que não tivesse vaga lá (tinha, aos montes) mas não quisemos arriscar.

A Prainha é uma praia bem pequena (como o próprio nome entrega), muito frequentada por surfista atrás de suas ondas gigantes. Eu particularmente gosto da prainha só pelo visual, mas não sou fã de frequentar lá justamente por não conseguir entrar na água. E pra mim, ir na praia e não poder entrar na água é meio frustrante.

Prainha

Uma curiosidade nada a ver, foi na Prainha que fiz meu book de 15 anos. Memórias hahahahaha

Mas voltando… chegamos lá mortos de fome. Metade do grupo não tinha almoçado e eu me conheço, tenho a pressão mais baixa do mundo e sabia que não ia conseguir subir de estômago vazio. Paramos no único quiosque do local e tive a felicidade de comer um hambúrguer artesanal maravilhoso (estou viciada em hambúrgueres artesanais).

E de lá, seguimos pra entrada no parque aonde começava a subida.

Entrada do Parque Natural Municipal da Prainha

Entrada do Parque Natural Municipal da Prainha

Pra iniciar a trilha, vire aqui

Pra iniciar a trilha, vire aqui

A trilha do caeté é bem tranquila. Segundo minha fonte especialista em trilhas, é a segunda trilha mais fácil do Rio. Pra vocês terem uma noção, tinha uma criança no grupo.

Chegamos

Chegamos

A gente levou uns 40 minutos pra subir. E quando parei pra repor o fôlego, porque minha pressão caiu, demos dois passos e pluft, havíamos chegado. Foi até engraçado porque se eu tivesse aguentado tipo dois passos, eu iria repor o fôlego no mirante mesmo.

De lá de cima dá pra ver as praias do Recreio e Barra da Tijuca

De lá de cima dá pra ver as praias do Recreio e Barra da Tijuca

Chegar no topo de qualquer trilha é sempre muito empolgante, uma sensação de ser o dono do mundo e que ninguém é capaz de te parar. É incrível! Paramos ali pra admirar esse lugar que sou grata em morar, pra agradecer, pra respirar e lógico, tirar umas fotos porque ninguém é de ferro.

Caeté

Do mirante do Caeté da pra ver as praias do recreio e Barra da Tijuca. A altura é de 130 metros e é super tranquilinha de fazer. Vale super a pena!

Do outro lado: tudo azul, da cor do mar

Do outro lado: tudo azul, da cor do mar

Ah, legal de ressaltar que, por causa do horário doido que a gente escolheu pra subir, pegamos a trilha mega vazia, e o mirante praticamente só pra nós. Há relatos que as trilhas no Rio tem ficado bem cheias (e perigosas), porém, talvez pelo horário, a gente esbarrou com quase ninguém.

Toddynha :)

Toddynha :)

O detalhe engraçado que não sei se vai dar pra ver, é que eu fiz a trilha toda trabalhada na maquiagem. Como eu fui depois do trabalho, só deu tempo de trocar de roupa. Eu morria de rir tirando foto, e vendo o tamanho dos cílios. Até que gostei rs . Apesar de amar maquiagem, nunca uso quando faço atividades físicas (acho demais rs)

Eu tenho a força! rs

Eu tenho a força! rs

Lembrando que o Parque Natural do Caeté fica aberto das 8:00 às 17:00.

Pra suspirar um pouco mais

Pra suspirar um pouco mais

Só uma aviso: os post vão sair (se saírem rs) sem ordem cronológica nenhuma. Vão saindo aleatóriamente, vai depender da minha vontade :P

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A polarização de todas as coisas

Posted by Luna on May 31, 2016 in Reflexão, Uncategorized |

Funciona assim: ou você é X ou Y. Ou seja, não existe mais meio termo. Não existe mais ponderação, é preto no branco. Ou você está certo, ou errado. Ou defende a política X, ou Y, ou você é Capitão América ou Homem de Ferro, ou Dc ou Marvel.

Vou bater em tecla antiga, porque já devo ter comentado, ou escrito isso em vários outros lugares, porém, decidi juntar a ideia e deixar tudo num lugar só. Assim, da próxima vez que precisar falar sobre isso, só mando o link pra cá.

Antes de mais nada, quero só avisar aqueles mais engajados, apaixonados, defensores de X ou Y com necessidades de se provarem certos o tempo todo, eu não vim aqui trazer a verdade, nem o caminho e nem a vida pra ninguém. Só venho, humildemente expressar  minha opinião sobre os acontecimentos que venho presenciando por aí. E como não acho muito quem represente a minha corrente do meio termo, trouxe pra cá. Vai que eu não estou sozinha?

E como estamos vivendo um momento político muito sensível, pra não trazer polêmica pra cá, ou pra não mudar o foco do texto, vou usar os exemplos do cinema e quadrinhos. Tá beeeeeeeeem????? Então tá bem!!!!!

Funciona assim, meu caros: o ser humano precisa de uma necessidade de identidade. Ele não pode ser só mais um no meio da multidão, então ele vai escolhendo um rótulo que melhor lhe sirva. Na adolescência isso fica mais evidente, quando escolhemos uma tribo que melhor nos representa nosso estilo de vida.

Junto da galera você é cool, o cara! A sua tribo é a certa, o seu estilo de vida é o certo e todos os outros são os errados. Porque claro, o que você escolheu pra você só pode ser o certo, os outros (conclusão lógica): errados. Simples assim.

Com o passar dos anos, a gente até pode mudar de tribo, mas os rótulos ainda vão servir para te dar uma sensação de identidade. O seu estilo de vida e as suas escolhas, filosofias sempre serão as certas, de tal ponto que você nem consegue refletir no argumento do outro, mesmo que ele prove por A + B que existe uma certa lógica e/ou coerência no argumento dele.

Você e o seu cérebro vão racionalizar o seguinte: se eu conheço a corrente tal, estou acostumado co ma corrente tal a tal ponto de defender a corrente tal, qual a conclusão lógica? Ela deve ser a corrente certa. Todas as outras estão erradas. Afinal de contas, você não pode estar errado. A gente não pode errar. Nosso mundo não lida bem com fracassos e erros.

Isso se chama, (tcharam): ego! Sim, a capa em torno de você que se usa pra lhe dar identidade é o ego. O ego, que é quase uma outra pessoa dentro de você, vai agir quase que independente, pois uma vez que se dá algo pra ele se alimentar, ele vai crescendo sozinho. E você nem percebe que já esta vivendo em função de proteger e reforçar-lo. Nos deixando dominar a tal ponto que, nos sentimos ameaçado quando nosso ego é ferido.

"Mais saber, menos ego. Menos saber, mais ego".

“Mais saber, menos ego. Menos saber, mais ego”.

Mas como alguém fere nosso ego? Quando fazem algo que nos machuca?

Não necessariamente. Quando alguém faz algo que nos machuca, nos machuca de verdade, e isso não tem a ver com ego, tem a ver com o seu sentimento mesmo. Então, se um amigo seu te trai, não é o ego que é partido, mas o seu coração (usado aqui metaforicamente para representar as emoções). Pois aqui havia uma conexão verdadeira entre você e o suposto amigo.

Agora, vamos examinar esse outro exemplo:

Você gosta da banda X, apaixonado pela banda X e acha que é a melhor banda de todos os tempos e quem não gosta daquela banda é um tremendo idiota. Aí vem seu amigo (amigo amigo mesmo, aquele pau para todas as obras) diz que não gosta da sua banda, que acha que o vocalista canta mal e que o guitarrista não toca bem.

E você, o que faz? Se enche de armas pra dizer que ele não entende nada de  musica, que o problema é ele que não tem bom gosto, que isso e que aquilo. Isso não é sentimento não, é ego, tentando defender da maior ameaça de todas, deixar de estar certo e bem representado.

O ego vai entrar em defensiva toda vez que se sentir ameaçado sem nem que a gente perceba. O amiguinho da banda, agora está atacando o outro amiguinho, que coitado, só nao gosta da mesma banda e listou seus motivos.

Vamos dizer que o amiguinho 2 gostasse do estilo de musica que o amiguinho 1. Normalmente a resposta é: ahh mas então você não gosta de (insira aqui o estilo de música que você preferir) porque se gostasse, iria saber que essa banda representa o que há no mundo do (insira aqui novamente o estilo musical de preferência).

A discussão que era sobre a banda passou a ser pessoal. O ego precisa se defender, então ele vai escolher qualquer meio (vai no pessoal, vai querer ferir e magoar pra se proteger). Ele não pode reconhecer que é absolutamente oquei alguém não gostar da banda que ele gosta, ou até gostar da banda que ele gosta, e gostar de outros estilos de músicas. E simplesmente oquei.

"O ego ;e com uma mosca zumbindo no meio de um concerto lindo. Você se fixa na mosca e esquece do concerto."

“O ego ;e com uma mosca zumbindo no meio de um concerto lindo. Você se fixa na mosca e esquece do concerto.”

Aqui a banda e gostou musicais saíram do foco, agora o foco é provar que voc6e está certo. Que o seu amigo é errado. A discussão ficou mais importante até que o carinho que os amigos tem entre eles.

E aí que está o ponto, ninguém quer estar errado, ninguém nem quer ouvir o argumento do coleguinha. Afinal, não podemos nos fragilizar, não podemos dar chance de estarmos errados. O ego é muito frágil e não aceita a sua derrota. Não se pode fracassar nesse mundo, não se pode perder a identidade.

Mas que identidade? Eu pergunto.

Funciona assim, e se amanhã cair um cometa no planeta e não sobrar nada, o que será a sua identidade? Se você cair de avião numa ilha deserta e ter que recomeçar tudo, quem será você ali no meio do nada, sem sua banda favorita, sem sua marca de roupa favorita, sem sua visão politica e polarizada do mundo?  Se você se despir de tudo isso, quem é você?

Essa pessoa aí que sobrou, é o seu verdadeiro você (construção de frase esquisita mas não consegui pensar numa melhor).

Agora, vamos pensar juntos aqui comigo: economicamente falando, ninguém quer que você seja você mesmo. Porque se você descobrir que você pode se sentir bem consigo mesmo sem nenhum tipo de rótulo, a economia quebra, afinal de contas, como as empresas vão vender aquele celular caríssimo se agora você não precisa mais dele para te representar. Afinal, agora você sabe que é uma pessoa sensacional e não precisa do ego (que é superficial) para te deixar se sentir bem.

Você não precisa discutir, apontar dedo, ser radical em nada para provar seu ponto. você não se sente mais ameaçado quando alguém descorda de ti. Você consegue até ouvir o argumento do outro, conseguindo até separar o que concorda ou descorda.

Eu meio que cheguei à conclusão comigo mesmo, que essa posição não radical é pouco vendável, então alguém precisa manter o nível de esteria e polarização no máximo.

Então o cinema, que é arte (até a pagina 2) mas também precisa vender, tem trabalhado justamente em cima disso; Batman vs Superman, Capitão América vs Homem de Ferro. E não estaria o cinema apenas refletindo o mundo real? Republicanos vs Democratas, Coxinhas vs Petralhas, ou você é extrema direita ou esquerda. Porque se você ousar levantar algum argumento sobre qualquer coisa, voc6e é necessariamente fascista ou comunista. Cade o meio termo, gente?

Mas vamos voltar aos filmes e deixar a política de lado (lembrando que você pode metaforizar aqui a vontade).

arb

Não vi Batman vs Superman (e nem verei), mas O Guerra Civil eu vi ( e gostei, achei divertido mas esse não é o ponto) e vou usá-lo como referência. Se a ideia é de polarizar, porque não criar ainda times para que as pessoas se associem aquela ideia? Cara, essa ideia é genial, eu vi pessoas realmente discutindo sobre quem estava certo, O capitão América ou O Homem de Ferro. E, olhem só, os dois lados não queriam ver o outro lado, um está certo e outro errado e pronto e acabou.

Cara, não tem coisa que o ego ame mais que um time. Ou você é time Capitão América ou time Homem de Ferro. Confesso que fiquei perdida, alias, eu sempre fico perdida nessas horas, porque nunca consigo me posicionar, e consigo achar logica nos dois casos. No caso do filme (do filme, porque na li a HQ), eu fiquei do lado do Capitão América sim (porque essa era a brincadeira toda do filme, que time que você estaria), mas acho que ele agiu da forma errada. Queria poder estar lá pra dar uma orientada nele :P

E assim caminha a Luna… gosto muito da Marvel, gosto de heróis urbanos, de heróis que salvam o dia mas que no final tem os levantam os mesmos questionamentos que eu. Dessa forma, acho os personagens da DC bem bobos. Definitivamente, histórias de alienígenas não me enchem os olhos (Superman, Lanterna verde, Mulher Maravilha…). Ah, Luna, mas na Marvel tem o Thor. Sim, super tem e sim, acho mega chato. Mas uma vez, histórias de alienígenas não conversam comigo. Em compensação, adoro o Batman (se tiver que escolher, será meu herói preferido) apesar dele ser Dc. Viu? Sem problemas nenhum, e sem nenhuma crise de identidade.

Então funciona assim: quando converso com quem ama a DC, me sinto Marvel de coração. E quando converso com fã da Marvel, me sinto Dc. Ou seja, nenhum dos lados me representam. E sim, você pode levar isso para o nosso painel político.

Deve ser, porque eu não ligo muito pro ego. Não facço questão de ter time pra tudo nessa vida pra me representar. Não me rotulo com facilidade, então fico livre pra conhecer todas as outras posicões que pipocam por ai. E se alguém quiser jugar ou ainda, atacar, o meu ponto de vista, não vou me ofender, porque é só minha visao, não sou eu. Eu procuro deixar as pessoas bem a vontade (piada interna) pra elas pensarem o que elas bem entenderem..

Não sou a dona da verdade (nem pretendo ser), e talvez o ponto que defendo hoje, se torne errado amanhã (imagine agora que ao fundo esteja tocando Metamorfose Ambulante). Vou reconhecer de boa, porque sei, e sou mega de boas com isso, que não sou infalível não.

Isso não significa não se posicionar ou estar em cima do muro, significa não seguir cegamente uma corrente, de forma que isso te permita analisar sem interferências (de boas, tranquilo, numa nice) o que não funciona, afinal a sua corrente não precisa estar certa. Você não se sente menor com isso, o seu ego não está ameaçado.

Vamos nos amar mais, gente

Vamos nos amar mais, gente

Também não significa ir de um ponto ao outro conforme te convenha (isso tb é ego). A gente precisa ter coerência nessa vida, né?

E também não significa que não ter rótulos vai te deixar uma pessoa melhor, porque isso também é ego. Alias, toda vez que fazemos algo pra nos sentirmos melhor que outro, é ego. Não importa se é comprando uma Mercedes, ou dando comida para as moradores de rua, se você faz algo pra se sentir melhor que todo mundo, se achando O especial, se achando o rei ou rainha da cocada preta, isso é ego.

Se defende veemente sua visão, a ponto de partir pro pessoal, é ego.

Se precisa seguir uma corrente, para te deixar com personalidade perante o mundo, que te faz se sentir o espetáculo da natureza de ser humano e que você precisa apontar para os outros como o seu estilo de vida é o melhor. Ego!

Com ego ditando nossas vidas, fica muito mais fácil para quem quiser nos manipular; seja a mídia, seja o marketing, seja o direcionamento politico.

Quando se é livre de ego, se é livre pra ser quem você realmente é.

Porque sinceramente, não sou obrigada a viver como na Guerra Fria, aonde existiam apenas duas correntes: ou você era um ou outro. Acho que já evoluímos um pouquinho mais do que isso aí.

Ah! E você pode achar tudo isso aqui uma besteira. Tá tudo certo também. Eu procuro deixar as pessoas bem a vontade :)

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Abaixo ao mimimi

Posted by Luna on May 26, 2016 in Reflexão |

Dia desses, antes de postar qualquer coisa, mandei para uma amiga o que ela achava do texto; se estava bom ou se estava, nas minhas palavras, mimizento.

Ela me olhou séria (ok, não olhou porque foi pelo whatsapp, mas consegui imaginar) e disse: eu retirei mimimi do meu vocabulário. Por que? Porque, cheguei a conclusão, que mimimi é o termo que se usa pra diminuir alguma causa, na maioria das vezes, importante, mas não pra ela, claro.

E eu fui do tipo uuuuaaauuuu!!!! Sério, não tinha parado pra pensar nisso, mas fez todo sentido social, antropológico, empático do mundo.

Temos o hábito de receber tanta informação o tempo todo (principalmente pela internet) que, muita das vezes, nem filtramos, saímos reproduzindo sem nem pensar. E foi justamente o que aconteceu com o tal do mimimi. Tudo virou mimimi, inclusive reivindicações importantes. Se alguém reage a uma piada preconceituosa, é mimimizento. Sério mesmo, que é essa a sua luta?

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Um podcast famoso insiste em dizer que essa é a “geração mimimi”, e que agora todo mundo reclama de tudo e que o politicamente correto está estragando o mundo. Bom, o politicamente não esta estragando o mundo, está deixando o mundo mais justo. Aqueles que apanham, agora tem o direito de reivindicar: olha, essa piada me ofende. Olha que maravilha, que evolução não precisar se divertir a custo do sofrimento alheio.

E aí, para ridicularizar a causa dos outros, intitularam de “geração mimimi”. Eu intitulo de “geração que não apanha calado”. A geração que se manifesta, que não abaixa a cabeça para injustiças. Eu chamo de “geração que vai mudar a mentalidade da próxima geração”.

Puxa, “que mundo chato esse, em que eu nem posso chamar um homem negro de macaco (sic), os “trapalhões’ faziam isso (sic) e ninguém falava nada.” Mas é sério mesmo que é essa a bandeira que você quer levantar? É essa a sua luta, voltar a chamar negro de macaco?

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Puxa, que mundo chato não poder chamar mulher de p*ta que ela reclama. Olha que coisa, agora as mulheres reivindicam por respeito. Aonde que isso é ruim?

Então, depois da reflexão, também decidi retirar o termo do meu vocabulário. Quebra de padrões, de começo é difícil, mas com um pouquinho de esforço, vira hábito. Depois de tantos padrões modificados nesses 31 anos de vida, esse será o mais fácil de todos.

 

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Precisamos falar de relacionamentos abusivos

Posted by Luna on May 23, 2016 in Aleatório, Desabafo, Dicas, Reflexão |

Precisamos, sim!!

E não falo somente do relacionamento entre homem e mulher não, relacionamento abusivo pode acontecer em qualquer relacionamento; pais e filhos, chefe e empregados, amigos e relacionamentos amorosos, que pode ser do homem pra mulher, da mulher pro homem, do homem pro homem, da mulher pra mulher, não vamos nos ater a gêneros.

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Eu não sou nenhuma especialista no assunto, então, a ideia é deixar uns links aqui das fontes que bebi sobre o assunto, porque acho que isso é uma pauta importantíssima que devemos jogar na mesa. Vai incomodar, pode machucar um pouco, mas precisamos olhar ao nosso redor e ver quem nos faz bem, e quem aparentemente está fazendo bem, mas no fundo, não está. Quando isso acontece, estamos falando, então, de relacionamento abusivo.

Voltando agora pra minha realidade, uma coisa que pude perceber é que, aqui no Rio de Janeiro, Brasil, somos criados de forma bem conservadora (por incrível que pareça). De modo que, ainda sim, meninas solteiras são vistas como ameaça. Por tanto, desde novas, temos a impressão de que ficar com qualquer porcaria, ainda é melhor do que ficar só. Afinal, ninguém quer ficar mal falado, que ficou pra titia, que está encalhada, na prateleira etc etc etc

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Com isso, pude perceber no meio do meu ciclo que quase todas as minhas amigas já passaram por um relacionamento amoroso abusivo, sem saber que estava num ( e eu não sou uma exceção) . E tem que esteja, e ainda nem caiu a ficha que está.

Quando a gente fala de relacionamento abusivo, não necessariamente falamos de agressão física, muitas vezes, na maioria das vezes, a agressão é moral. Vai no core da pessoa.

Relacionamento abusivo (de todas as formas)  é aquele em que a pessoa te aliena de alguma forma, você vai perdendo contato com os outros, a opinião dele/dela passa ser a única valer. Você era feliz, e depois vai ficando murchinho(a), você se sente inseguro quanto as suas escolhas, dependente emocionalmente, minando a auto confiança, e entra o poder e dominação do outro, o abusador.

De forma bem simplista, e bem resumida, é isso aí. Como falei, não sou especialista, então vou deixar aqui os links de pessoas que colocaram esta pauta em voga. É um assunto incomodo, que ninguém que falar. Não é engraçado, não dá ibope e faz com que a gente tenha que pensar. Mas essas pessoas estão ai falando, e acho que não custa nada dividir isso com outros.

O primeiro, é o famoso vídeo da Jout Jout, não tira o batom vermelho. 

Jout Jout, não tira o batom vermelho

Jout Jout, não tira o batom vermelho

O segundo, é um podcast. Mamilos (n 49) sobre relacionamentos abusivos.

Mamilos 49, relacionamento abusivos

Mamilos 49, relacionamento abusivos

Nesse podcast, as meninas abordam todos os tipos de relacionamentos abusivos, inclusive o de trabalho. Vale muito a pena ouvir. Elas dão exemplos de vários relacionamentos abusivos, lendo casos e avaliando. Destaque para as participações da Jout Jout, e da psicóloga Çica Maia, que acrescenta muito no debate.

E por fim, vou deixar o link do clipe da Clarice Falcão, Survivor.

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A Clarice Falcão regravou a música survivor das Destiny’s Child, e fez um clipe com uma pegada feminista. Ainda no tema batom vermelho, que acho que conversa realmente com as meninas, as mulheres nos clipes são convidadas a fazer o que bem entender com o batom vermelho, que pode ser o símbolo do feminismo, do empoderamento feminino, ou ainda, pode ser símbolo da opressão do ideal distante da beleza da mulher.

Ou seja, cada mulher usa o batom vermelho da forma que quiser, quando quiser e se quiser. Achei poético, achei lírico, achei rebelde.

Meu irmão, por outro lado, achou bobo (e ele ainda não suporta a voz da Clarice, tadinha rs rs). Ou seja, o vídeo super conversou comigo, mas com ele não. Eu precisei passar o conceito histórico-social pra ele rs rs como acontece na arte, normalmente.

 

 

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10 anos de O Diabo Veste Prada

Posted by Luna on May 22, 2016 in Filmes, o que vestir |

Sim, parece que foi ontem que esse filme estreou, mas acreditem ou não, esse ano faz 10 anos que O Diabo Veste Prada Prada entrou em nossas vidas.

Lembro como se fosse ontem quando fui assistir esse filme no cinema. Fiquei encantada com o cartaz dele, que me chamou a atenção. Li a sinopse que me conquistou logo de cara. Algo em mim dizia que forninhos seriam derrubados.

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Lembro também que na época, ainda estudante de inglês, foi o primeiro filme que tentei ignorar a legenda. Tudo estava indo razoavelmente bem até que a Miranda entrou em cena e então, precisei recorrer rapidinho pra legenda. Ela falava 100 palavras por segundo, muito mais do que meu pobre cérebro semi bilíngue conseguia capitar.

O Diabo Veste Prada poderia ser só mais um filme de mulherzinha, mas não. Tem roteiro bem amarrado, personagens carismáticos com atores que souberem dar vida a todos eles, com pitada de humor inteligente, fazendo ainda critica (ainda que de leve) na industria da moda. De bônus, muitas trocas de roupas para que nós, o públíco alvo, pudesse se deliciar.

Porque, mais do que ver o mocinho com a mocinha no final (que eu não ligo), a gente quer ver também cenários, roupas e claro, maquiagem (eu pelo menos tiro várias referencias de make e figurino de filmes e seriados). Antes de ir pra Nova York, sonhava em caminhar pela 5th Ave naqueles trajes. Tudo mentira, porque faz muito frio e nem da pra perambular elegantemente daquele jeito pelas ruas da Big Apple rs rs

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Não tenho vergonha de assumir, já vi um milhão de vezes. Está sim, na lista dos filmes mais vistos pela Luna de todos os tempo.

Mas vamos lá:

O filme começa nos apresentando a Andy Sachs. Lembro bem, quando ela entrou em cena, não tinha visto problema nenhum com a roupa dela. Até ela entrar no escritório da Runway ( a revista fictícia do filme, uma especie de Vogue). Aliás, pausa pra comentar que a história parece que foi inspirada na editora da Vogue, que também tem fama de megera, a Anna Wintor.

a aparição de Andy Saches

a aparição de Andy Saches

 Depois que ela descobre que vai precisar dar uma mudada radical no guarda-roupa para se encaixar no novo emprego e agradar a chefe, o filme vira um desfile de modas (com direito a Vogue, da Madonna), um deleite para nossos olhos, nos deixando babar (e sonhar) num look atrás do outro.

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Minha maior frustração foi ao chegar em Nova York, e constatar que ninguém se veste assim. Lá faz muito frio, e os americanos não ligam pra moda. Moletom e casaco da North Face esta mais que do suficiente.

Eu só fui sentir esse clima fashionista mesmo em Londres. Até porque, o inverno de Londres é até bem tranquilo, se comparado com o de Nova York. Precisei fazer esse parenteses. Os europeus são bem mais ligados em moda do que os americanos.

Também nos é apresentados os amigos pela saco da Andy. Pela saco porque ninguém dá apoio pra menina, ficam somente julgando e apontando o dedo, e ainda brincam de jogar o celular dela quando a chefe está ligando. Porém, super se aproveitam quando ela presenteia geral. Com amigos iguais a esses, quem precisa de inimigos? E nem vou falar do namorado, que é outro idiota.

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Mas vamos voltar ao que realmente importa :P

Apesar do foco guarda-ropístico ser o da Andy, sempre me identifiquei mais com o da Emily. Aquele toque fashionista não tão óbvio assim. Com personalidade e muito preto. Amo roupas sóbrias.

Amo roupas sóbrias. Mas ai, um dia eu resolvo sair de bandeira do Brasil. Coerência, cade? rs

Amo roupas sóbrias. Mas ai, um dia eu resolvo sair de bandeira do Brasil. Coerência, cade? rs

Mas não só de looks a Emily me conquistou. Seu humor acido, sua ironia afiada é muito cativante. Rola uma identificação mega. Sou filha do meu pai, criada com aquele livro: respostas cretinas para perguntas imbecis. Ou seja, quase um Seu Saraiva rs rs

Emily

Emily

Até hoje eu uso iupii da Emily quando alguém me conta algo que eu não esteja interessada. Do tipo: “nossa, me deram 50 likes na foto.” E eu prontamente vou de iupi, bem animado (#sqn) para continuar a deixa.

Também foi uma época que voltei a ficar fascinada com ruivo novamente. Pouco tempo depois, pintaria o cabelo mais ou menos dessa cor.

Emily me representa rs

Emily me representa rs

E tem a Miranda. Uma chefe que comanda sua equipe com mãos de ferro. Ela é tachada de um monte de coisa: de a mulher dragão, maluca e o que você imaginar. E até que ali no meio das emoções você até que vai concordando. Mas acho bacana que a Andy puxa até uma discussão feminista argumentando com o jornalista que se ela fosse homem, ninguém estaria falando dela, mas no trabalho que ela fez.

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Em outro momento, Nigel defende a postura da chefe. Acho interessante que o filme sempre mostra os dois lados. Não é preto no branco, não é radical em sua postura, não é polarizado. Não é Dilma vs Temer, Coxinhas vs Petralhas, Capitão América Vs Homem de Ferro, Dc vs Marvel. Nenhuma visão é apresentada como certa, mas sim como visões diferentes.

Então a gente tem a posição da Andy sobre a indústria da moda, assim como a da própria Miranda. Não há mocinhos e bandidos. Só pessoas em posições diferentes, o que acho ótimo. Estou bem cansada do nosso mundo cartesiano demais.

E o celular do momento? Um v3. Era o acontecimento!! Todos queriam ter um V3, motorola. Iphone?? Ainda nem existia.

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Além disso, consigo ver várias referências que foram mostradas no filme. Como a prórpria Patrícia Field (quem cuidou do figurino do filme) contou em entrevista, que ela teve que prever um pouco da moda um ano antes, pois o filme que estreou em 2006, foi na verdade, filmado em 2005.

O que ela não previu, foi que o filme adiantaria em muito as tendencias que viriam logo a seguir. Óculos degradê e grandes (no estilo Paris Hilton, como ficou conhecido mais tarde) eram só o começo.

Fazendo esse post, percebi que até hoje o Diabo Veste Prada é referencia de looks pra mim. Tomei gosto pelas botas com calça jeans, por exemplo. Super aprendido e devidamente retirado desse look de final de filme da Andy.

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Tenho colarzão de perolas (varias aspas nessas pérolas) que muito lembra esse aí da imagem a baixo. Referência fashionista que ficou marcada até hoje. Quer quebrar o basicão, vá de colarzão (rima intencional rs).

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Boinas no inverno, como não amar e reproduzir?

Sainha rodadinha com meia calça fina. Outra combinação bem recorrente no meu guarda-roupa. Destaque para o colar de pérolas, um pouco mais sutil dessa vez, alongando a silhueta novamente.

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Bolero pra dar emoção naquela peça sem gracinha. Também ficou registrado mentalmente na pastinha de referências tiradas do filme.

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Gostaria de ter mais fotos da Emily, mas infelizmente, as imagens de looks sao quase exclusivamente da Andy.

Do filme para a vida real, foto de luki do dia, com referências tiradas do filme e adaptada para minha rotina. Olha o colar cheio de balangandã, com blazer pra dar um ar de mais sofisticado. Shortinho jeans pra quebrar a seriedade que nada combina com a cidade e meu estilo de vida (adaptar e não copiar).

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Já num evento mais social. Colar e blazer batendo ponto novamente

Já num evento mais social. Colar e blazer batendo ponto novamente

Não podia deixar de falar da maquiagem que, vale lembrar, na época, eu não ligava nada, e hoje não vivo sem. Na cabeça ficaram três makes bem definidas. A primeira delas, o gatinho, que achava ser impossível de ser feito por pessoas normais, mas hoje super domino a técnica.

E muito rímel

E muito rímel

Esse olho colorido de textura metalizada. Achei ousado demais na época, coisa de editorial. Mas hoje eu super consigo adaptar para a vida real, e amo sombra metalizada.

Ir trabalhar de sombra verde. Muito poder!

Ir trabalhar de sombra verde. Muito poder!

E o ensaio da volta do batom vermelho. Numa época dominada pelo gloss, quando vi esse mega batom vermelho de textura matte, nunca imaginaria que uns anos depois seríamos dominados por eles. Ta aí o Ruby Woo que não me deixa mentir.

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Lembrando que esse filme foi inspirado no livro homônimo. O livro é, como quase sempre acontece, melhor que o livro. Ele é mais real, mais cru e não tem glamour Hollywoodiano. O final é simplesmente fantástico (o do filme deixa a desejar). Deixo aí de dica de leitura pra quem se interessar :)

 

 

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Não sei ser blogueira

Posted by Luna on May 21, 2016 in Aleatório, Blá Blá Blá, Reflexão |

Não sei ser blogueira, e o título do post entrega tudo hahahahaha

Estava aqui dando uma geral nos blogs que eu acompanhava e tal, deixei muitos pra lá, porque ficou tudo meio que parecido um com outro, tudo mais do mesmo (assim como podcasts, youtubers e a internet em geral). Mas uma coisa que percebi em comum com essa galera da blogosfera é, ocasionalmente você tem que abrir mão da sua privacidade.

Eu sempre fui muito reservada, muto mesmo. Até com os amigos. Papo de rolar uma intervention dos amigos(quase que do tipo How I Met your Mother, sem a faixa :P ) pra parar de guardar tudo só pra mim. Com os anos, fui aprendendo a dividir mais e hoje eu entendo a importância de dividir com os próximos e não precisar carregar o mundo inteiro nas costas só. Ah! E até consigo postar no facebook/ instagram ahhaahhaha

Ainda assim, nas redes sociais eu posto coisas muito aleatórias, e nunca dou muita satisfação pro mundo. Família, trabalho, planos… as pessoas chegadas que acompanham e ficam sabendo quando eu conto. Raramente sinto vontade de contar algo pelas redes sociais.

Alias, meu facebook é fechado só por habito mesmo, porque não tem nada lá que precisa ser escondido nem nada. Nenhuma informação relevante. Claro que na internet tem tudo, então se a pessoa realmente for um psicopata e tiver uma curiosidade louca pra saber da minha vida, ela vai descobrir, mas aí…  paciência. Não perco meu sono com isso não.

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Existiu uma época em que eu queria muto que o blog bombasse. Como eu gosto de escrever e tenho até uma certa facilidade de fazer isso (tirando a parte da revisão. Que ódio que sempre deixo passar um monte de coisa), eu via como um hobby bem legal, e depois, ora por que não? algo mais profissional. Podem rir, mas eu já quis ser blogueira profissional (pausa para o ahahahahhahah).

Porém, eu tenho o dom de nunca me colocar como a pauta principal e acho que isso faz com que as pessoas não se interessem ou se identifiquem com o blog, pois fica bem impessoal.

A unica vez que o blog foi extremamente mais pessoal foi durante o intercambio mesmo, mas porque não era minha vida de verdade. E me sentia oquei pra falar de  mim, que era quase um personagem na época. Até quando eu paro pra ler, eu vejo como era tudo bem exagerado, fazia parte do alter ego da Luna de antigamente (ou eu lirico, nomeie como quiser).

Mas mesmo nessa época, várias coisas eu deixei de fora. Tudo que era relacionado ao Brasil, por exemplo, jamais mencionava. Nada que fosse fora da vida de au pair, era mencionado.

Passando dessa fase, eu voltei pra vida real, e simplesmente não consigo falar de trabalho, carreira, família, vida amorosa aqui. O que, eu sei,  deixa tudo muito impessoal. E quando falo algo mais meu, é do sentimento e nunca do fato em si.

Não acho que conseguiria viver pra falar da minha vida, como os blogueiros que agora já são superstars fazem… isso me da uma certa angustia, sei lá… sou muito low profile. Acho que as pessoas estão abrindo muito a mão da sua privacidade, muito mesmo. Vejo no facebook como as pessoas dividem absolutamente tudo!!

Das duas uma; ou as pessoas são muito carentes, e precisam de atenção o tempo todo, ou, extremamente narcisistas, aonde precisam que todos os olhares estejam em cima delas por se acharem o máximo. Não sei… jogo aí essa reflexão.

Enfim, com isso, esse blog vai ficando mais desproposital do que nunca, mas não consigo destruir ele. De vez em nunca eu ainda passo aqui, escrevo qualquer coisa, ou ate leio.. e acho divertido relembrar.

As vezes, como hoje, também me bate uma pequena inspiração pra falar sobre o nada. E ai o post vai ficando gigante, e, aparentemente, as pessoas não gostam mais de ler, ou seja, nada de chamativo no blog.

foto aleatória que amo, só pra esse post  não ficar vazio de imagem

foto aleatória que amo, só pra esse post não ficar vazio de imagem

Bom, então fica aí a reflexão do dia, eu sou uma péssima blogueira rs. Mas o blog vai ficando por aqui enquanto isso… porque eu gosto de escrever, porque de vez em quando eu tenho essas catarses que preciso liberar.

E de vez em quando ele vai sair do ar porque esqueço de renovar o host de tempos em tempos.

Aquele beijo!

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Restrospectiva geral de 2015

Posted by Luna on February 21, 2016 in Retrospectiva |

Mas Luna, o que seria uma retrospectiva geral? Não sei, não faço a mínima ideia… Vou descobrir depois que terminar de escrever esse post.

Mas digamos, seria os melhores momentos virtuais de 2015. Ou seja, aqueles que compartilhei nas mídias sociais.

Pra começar, eu virei o ano em Londres (como cheguei a contar aqui). Poderia estar mais feliz? Acho que não. Foi a viagem da vida. Era o lugar que eu mais queria conhecer no mundo, e Londres não me decepcionou em absolutamente nada!

St Pancras, aonde as Spice Girls gravaram Wannabe

St Pancras, aonde as Spice Girls gravaram Wannabe

 Então, já foi uma virada incrível, o ano tinha tudo pra arrebentar!

De Londres, segui para Amsterdã, com direito a mais uma corrida no aeroporto (já tinha acontecido antes de Dublin pra Londres, mas isso foi história que ficou em 2014 rs). O motivo: me perdi no fuso horário, quase perdi o avião, mas deu tudo certo, eu fui a última a entrar, as portas fecharam e partimos! Amsterdã, aí vamos nós!

Então, estava em Amsterdã sem ter nada muito preparado, essa cidade entrou de última hora no roteiro. O que descobri ser uma mega vantagem, por não ter muito o que esperar, a cidade foi só surpresas boas.

I amsterdam

I amsterdam

 Não consegui visitar a casa da Anne Frank (uma fila, tem que ir cedo) mas caí de amores pelo museu e trabalho de Van Gogh, e foi naquele museu que perceber como minha vida tinha mudado. Foi incrível.

De lá, segui para Bruxelas, Bélgica. Essa parte da viagem seria para realizar um sonho antigo, viajar sozinha. Porém, a viagem da minha amiga deu errado, ela não conseguiu partir pra Áustria, e como consequência, ela pegou o ônibus e se juntou à mim em Bruxelas. Não pude realizar o sonho de viajar só (mas consegui já esse ano 0/) porém a viagem não poderia ter sido melhor. Com absolutamente nada preparado, a gente explorou tudo que podia.

De Bruxelas voltei pra Irlanda, aonde ficaria estudando por 3 semanas. Gente, lá estava eu, mais uma vez, fazendo intercâmbio. Um mini intercâmbio, dessa vez, mas ainda assim, um intercâmbio.

Em Dublin, em frente a escola

Em Dublin, em frente a escola

Bom, com a experiencia acumalada do intercâmbio anterior, tudo dessa vez correu bem. Eu tive uma experiencia maravilhosa com a minha host family, pude viver um pouquinho como um irlandês (pegar ônibus, enfrentar horário de hush e essas coisas que turistas quase não vivenciam).

Indo pra escola no ônibus em Dublin

Indo pra escola no ônibus em Dublin

Confesso que não pude aproveitar muito os estudos porque já estava bem cansada dos passeios e lembrando que essa deveria ser minhas ferias, e eu não havia descansado nada. Então eu fazia os deveres tudo ali na hora mesmo, mas tudo bem. O curso era tranquilo, e até um pouco decepcionante, pois o nível avançado não era, digamos assim, tao avançado… e a maioria dos alunos eram realmente, alunos aprendendo, ainda lidando com a fluência da língua… não que eu seja bna ban ban mas… eu deveria ter escolhido um outro tipo de curso…

Mas a melhor coisa que aconteceu lá foi a inesperada visita do meu pai. Uma semana antes eu tinha recebido um e-mail do meu pai falando que tinha comprado as passagens para Dublin. Eu mal podia acreditar! Meu pai nunca nem tinha saído do país, e não fala absolutamente nada de inglês.

Papis foi me visitar!!

Papis foi me visitar!!

Enquanto estávamos esperando no aeroporto antes de partir, eu tinha mostrado pra ele, assim por cima, como fazia pra comprar uma passagem, n no Ipad, caso ele quisesse ir me visitar. Mas nunca imaginei que ele compraria, estava muito em cima da hora,e meu pai normalmente faz tudo muito planejado.

Dessa vez não tinha nada planejado, ele tinha uma passagem, iria me visitar e faltava sei lá, uma semana pra ir. Então reservei pra ele um hotel bem bacana no centro de Dublin ( a casa dos meus hosts ficava muito longe do centro, e ãs veze seu levava quase 1 hora pra chegar na escola) pra ele poder passear enquanto eu estava estudando.

A semana que ele ficou em Dublin foi uma loucura, pois eu dividia meu tempo entre os estudos, turistar com meu pai (inclusive repetir um monte de lugar que eu já tinha ido, pois já tinha passado em Dublin antes pra turistar) e ficar entre o hotel e a casa dos hosts. Eu estava bem cansada, fisicamente.

Minha últimas semana em Dublin, eu praticamente ia pro curso e tentava descansar o que dava, pois eu iria voltar pra pro Brasil já trabalhando. Não haveria tempo pra descansar.

Eu estava morta na volta pra casa. Ainda não sei como planejo essas loucuras, pois eu simplesmente sai de férias e fui fazer um monte de coisa e estudar… e depois voltei direto pra trabalhar e estudar… eu tive que aguentar o tranco.

Tudo terminou bem, porque no Brasil nada acontece muito antes do carnaval chegar, então o carnaval chegou e eu só fiz fazer nada. Muito netflix, livro e ficar estirada no sofá. E foi o sificiente pra recomeçar o ano.

Semana Santa, voltei para meu paraíso na terra, Paraty. Que sempre me recebe bem, inclusive em feridos prolongados, com engarrafamento zero pra chegar. Amo! Cada vez mais tenho sentindo essa necessidade de estar ao redor da natureza para me conectar comigo mesma e garantir o equilíbrio pra ir lidando com a pressão do dia a dia e da cidade.

Abençoada demais pra se preocupar

Abençoada demais pra se preocupar

Então é nessas horas que eu me libero do secador, cabelo feito, maquiagem e me jogo nos pés descalços, na água salgada, no sol. Esses são os ingredientes perfeitos para o total reabastecimento de bateria tão necessários pra gente ficar de boa por aí rs

E assim o ano foi correndo com muito, mas muito trabalho, e estudos e um monte de mini projetos que eu fui acertando durante o ano.

Um das maiores alegrias e ponto alto do ano, lógico, foi virar tia. :)

You're the kind of  boy that fits in with my world...

You’re the kind of boy that fits in with my world…

É bizarro ver seus tracos em outra pessoa ahahahha E eu acompanhei cada passo desse molequinho que eu mal conheço mas que considero pacas. Sabe quando a gente ouve falar de amor incondicional? É isso. Você ama um toquinho de gente que nunca te fez nada, mas é uma amor tao genuíno. Um sentimento maravilhoso.

No último mês de 2015, teve o show mais esperado: David Gilmour.

Depois do show, mortos mas felizes

Depois do show, mortos mas felizes

Eu não sou de ser fã de artista e raramente faco questão de ir em show, mas desse cara eu fiz questão. E de quebra, dei de presente pro meu irmão um ingresso, porque tínhamos que passar por isso juntos.

Meu irmão e eu temos uma conexão que é até difícil de explicar. E não estou dizendo por dizer… ele me fez muita falta enquanto estive fora e vice versa. Não a toa que uma das musicas que mais devo ter cantado enquanto nos morava nos EUA foi Wish you were here, do Pink Floyd (a ex banda do David Gilmour)

Foi uma das primeira musicas que o Lê tocou no violão, era a musica que a gente ia cantando no carro enquanto fazíamos alguma viagem, era a música de sempre!

Era o nosso show!

Partimos para São paulo. Chegamos cedo no estadio pada garantir nosso lugar na grade. A grade dos pobres, porque agora a parte premio é metade do estadio. Fizemos aquela corridinha pra entrar no estadio, sabe? Pra garantir nosso lugar. Pegamos uma mega chuva durante a espera. Fizemos amizade com a galera. Passei mal, faltando uma hora pro show começar. Porque sempre tem que rolar uma emoção, claro rs

Fui puxada por cima da grade pelos bombeiros. Fui na enfermaria. Me deram um buscopan e um remédio pra estômago que esqueci o nome. Pensei, ok, buscopan nao vai fazer mal rs

Mas na verdade, corri pro banheiro… só pra garantir. Voltei. Não sei como, consegui voltar pro meu lugar na grade, Ninguém acreditou, nem eu na verdade. Porque faltava pouco tempo pro show começar, e estava lotado. Mas voltei, e quando o pessoal me reconheceu, me ajudaram a chegar no lugar.

20 minutos depois assistíamos o show da nossa vida! Foi tudo mágico. Ali estava David Gilmour tocando as músicas que cantamos a vida inteira. Aquele sentimento de, sim o Pink Floyd existiu, eles fizeram essas musicas. Ficamos ali todos unidos , cantando Comfortbly Numb com meu irmão ao lado e o cara que inventou a musica alí, bem na nossa frente, tocando. Aquela sensação de zerar a vida.

Menos um para a lista da vida. Todos os perrengues valeram a pena.

Para 2016, que venha o que tiver que vir, porque estarei sempre de coração aberto para novas experiencias. Me tornei uma otimista incurável, e quando você decide olhar sempre pras coisas boas, você não consegue mais parar.

E vamos pra frente porque pra trás tem gente.

Aquele beijo!

 

 

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