0

Precisamos falar de relacionamentos abusivos

Posted by Luna on May 23, 2016 in Aleatório, Desabafo, Dicas, Reflexão |

Precisamos, sim!!

E não falo somente do relacionamento entre homem e mulher não, relacionamento abusivo pode acontecer em qualquer relacionamento; pais e filhos, chefe e empregados, amigos e relacionamentos amorosos, que pode ser do homem pra mulher, da mulher pro homem, do homem pro homem, da mulher pra mulher, não vamos nos ater a gêneros.

maxresdefault

Eu não sou nenhuma especialista no assunto, então, a ideia é deixar uns links aqui das fontes que bebi sobre o assunto, porque acho que isso é uma pauta importantíssima que devemos jogar na mesa. Vai incomodar, pode machucar um pouco, mas precisamos olhar ao nosso redor e ver quem nos faz bem, e quem aparentemente está fazendo bem, mas no fundo, não está. Quando isso acontece, estamos falando, então, de relacionamento abusivo.

Voltando agora pra minha realidade, uma coisa que pude perceber é que, aqui no Rio de Janeiro, Brasil, somos criados de forma bem conservadora (por incrível que pareça). De modo que, ainda sim, meninas solteiras são vistas como ameaça. Por tanto, desde novas, temos a impressão de que ficar com qualquer porcaria, ainda é melhor do que ficar só. Afinal, ninguém quer ficar mal falado, que ficou pra titia, que está encalhada, na prateleira etc etc etc

670px-Recognize-a-Manipulative-or-Controlling-Relationship-Intro-Notext_780

Com isso, pude perceber no meio do meu ciclo que quase todas as minhas amigas já passaram por um relacionamento amoroso abusivo, sem saber que estava num ( e eu não sou uma exceção) . E tem que esteja, e ainda nem caiu a ficha que está.

Quando a gente fala de relacionamento abusivo, não necessariamente falamos de agressão física, muitas vezes, na maioria das vezes, a agressão é moral. Vai no core da pessoa.

Relacionamento abusivo (de todas as formas)  é aquele em que a pessoa te aliena de alguma forma, você vai perdendo contato com os outros, a opinião dele/dela passa ser a única valer. Você era feliz, e depois vai ficando murchinho(a), você se sente inseguro quanto as suas escolhas, dependente emocionalmente, minando a auto confiança, e entra o poder e dominação do outro, o abusador.

De forma bem simplista, e bem resumida, é isso aí. Como falei, não sou especialista, então vou deixar aqui os links de pessoas que colocaram esta pauta em voga. É um assunto incomodo, que ninguém que falar. Não é engraçado, não dá ibope e faz com que a gente tenha que pensar. Mas essas pessoas estão ai falando, e acho que não custa nada dividir isso com outros.

O primeiro, é o famoso vídeo da Jout Jout, não tira o batom vermelho. 

Jout Jout, não tira o batom vermelho

Jout Jout, não tira o batom vermelho

O segundo, é um podcast. Mamilos (n 49) sobre relacionamentos abusivos.

Mamilos 49, relacionamento abusivos

Mamilos 49, relacionamento abusivos

Nesse podcast, as meninas abordam todos os tipos de relacionamentos abusivos, inclusive o de trabalho. Vale muito a pena ouvir. Elas dão exemplos de vários relacionamentos abusivos, lendo casos e avaliando. Destaque para as participações da Jout Jout, e da psicóloga Çica Maia, que acrescenta muito no debate.

E por fim, vou deixar o link do clipe da Clarice Falcão, Survivor.

suvivor

A Clarice Falcão regravou a música survivor das Destiny’s Child, e fez um clipe com uma pegada feminista. Ainda no tema batom vermelho, que acho que conversa realmente com as meninas, as mulheres nos clipes são convidadas a fazer o que bem entender com o batom vermelho, que pode ser o símbolo do feminismo, do empoderamento feminino, ou ainda, pode ser símbolo da opressão do ideal distante da beleza da mulher.

Ou seja, cada mulher usa o batom vermelho da forma que quiser, quando quiser e se quiser. Achei poético, achei lírico, achei rebelde.

Meu irmão, por outro lado, achou bobo (e ele ainda não suporta a voz da Clarice, tadinha rs rs). Ou seja, o vídeo super conversou comigo, mas com ele não. Eu precisei passar o conceito histórico-social pra ele rs rs como acontece na arte, normalmente.

 

 

Tags: , , , ,

0

10 anos de O Diabo Veste Prada

Posted by Luna on May 22, 2016 in Filmes, o que vestir |

Sim, parece que foi ontem que esse filme estreou, mas acreditem ou não, esse ano faz 10 anos que O Diabo Veste Prada Prada entrou em nossas vidas.

Lembro como se fosse ontem quando fui assistir esse filme no cinema. Fiquei encantada com o cartaz dele, que me chamou a atenção. Li a sinopse que me conquistou logo de cara. Algo em mim dizia que forninhos seriam derrubados.

download

Lembro também que na época, ainda estudante de inglês, foi o primeiro filme que tentei ignorar a legenda. Tudo estava indo razoavelmente bem até que a Miranda entrou em cena e então, precisei recorrer rapidinho pra legenda. Ela falava 100 palavras por segundo, muito mais do que meu pobre cérebro semi bilíngue conseguia capitar.

O Diabo Veste Prada poderia ser só mais um filme de mulherzinha, mas não. Tem roteiro bem amarrado, personagens carismáticos com atores que souberem dar vida a todos eles, com pitada de humor inteligente, fazendo ainda critica (ainda que de leve) na industria da moda. De bônus, muitas trocas de roupas para que nós, o públíco alvo, pudesse se deliciar.

Porque, mais do que ver o mocinho com a mocinha no final (que eu não ligo), a gente quer ver também cenários, roupas e claro, maquiagem (eu pelo menos tiro várias referencias de make e figurino de filmes e seriados). Antes de ir pra Nova York, sonhava em caminhar pela 5th Ave naqueles trajes. Tudo mentira, porque faz muito frio e nem da pra perambular elegantemente daquele jeito pelas ruas da Big Apple rs rs

t

Não tenho vergonha de assumir, já vi um milhão de vezes. Está sim, na lista dos filmes mais vistos pela Luna de todos os tempo.

Mas vamos lá:

O filme começa nos apresentando a Andy Sachs. Lembro bem, quando ela entrou em cena, não tinha visto problema nenhum com a roupa dela. Até ela entrar no escritório da Runway ( a revista fictícia do filme, uma especie de Vogue). Aliás, pausa pra comentar que a história parece que foi inspirada na editora da Vogue, que também tem fama de megera, a Anna Wintor.

a aparição de Andy Saches

a aparição de Andy Saches

 Depois que ela descobre que vai precisar dar uma mudada radical no guarda-roupa para se encaixar no novo emprego e agradar a chefe, o filme vira um desfile de modas (com direito a Vogue, da Madonna), um deleite para nossos olhos, nos deixando babar (e sonhar) num look atrás do outro.

o-diabo-veste-prada-262463-2

Minha maior frustração foi ao chegar em Nova York, e constatar que ninguém se veste assim. Lá faz muito frio, e os americanos não ligam pra moda. Moletom e casaco da North Face esta mais que do suficiente.

Eu só fui sentir esse clima fashionista mesmo em Londres. Até porque, o inverno de Londres é até bem tranquilo, se comparado com o de Nova York. Precisei fazer esse parenteses. Os europeus são bem mais ligados em moda do que os americanos.

Também nos é apresentados os amigos pela saco da Andy. Pela saco porque ninguém dá apoio pra menina, ficam somente julgando e apontando o dedo, e ainda brincam de jogar o celular dela quando a chefe está ligando. Porém, super se aproveitam quando ela presenteia geral. Com amigos iguais a esses, quem precisa de inimigos? E nem vou falar do namorado, que é outro idiota.

download (1)

Mas vamos voltar ao que realmente importa :P

Apesar do foco guarda-ropístico ser o da Andy, sempre me identifiquei mais com o da Emily. Aquele toque fashionista não tão óbvio assim. Com personalidade e muito preto. Amo roupas sóbrias.

Amo roupas sóbrias. Mas ai, um dia eu resolvo sair de bandeira do Brasil. Coerência, cade? rs

Amo roupas sóbrias. Mas ai, um dia eu resolvo sair de bandeira do Brasil. Coerência, cade? rs

Mas não só de looks a Emily me conquistou. Seu humor acido, sua ironia afiada é muito cativante. Rola uma identificação mega. Sou filha do meu pai, criada com aquele livro: respostas cretinas para perguntas imbecis. Ou seja, quase um Seu Saraiva rs rs

Emily

Emily

Até hoje eu uso iupii da Emily quando alguém me conta algo que eu não esteja interessada. Do tipo: “nossa, me deram 50 likes na foto.” E eu prontamente vou de iupi, bem animado (#sqn) para continuar a deixa.

Também foi uma época que voltei a ficar fascinada com ruivo novamente. Pouco tempo depois, pintaria o cabelo mais ou menos dessa cor.

Emily me representa rs

Emily me representa rs

E tem a Miranda. Uma chefe que comanda sua equipe com mãos de ferro. Ela é tachada de um monte de coisa: de a mulher dragão, maluca e o que você imaginar. E até que ali no meio das emoções você até que vai concordando. Mas acho bacana que a Andy puxa até uma discussão feminista argumentando com o jornalista que se ela fosse homem, ninguém estaria falando dela, mas no trabalho que ela fez.

40-Devil-Wears-Prada-Miranda-Priestly-all

Em outro momento, Nigel defende a postura da chefe. Acho interessante que o filme sempre mostra os dois lados. Não é preto no branco, não é radical em sua postura, não é polarizado. Não é Dilma vs Temer, Coxinhas vs Petralhas, Capitão América Vs Homem de Ferro, Dc vs Marvel. Nenhuma visão é apresentada como certa, mas sim como visões diferentes.

Então a gente tem a posição da Andy sobre a indústria da moda, assim como a da própria Miranda. Não há mocinhos e bandidos. Só pessoas em posições diferentes, o que acho ótimo. Estou bem cansada do nosso mundo cartesiano demais.

E o celular do momento? Um v3. Era o acontecimento!! Todos queriam ter um V3, motorola. Iphone?? Ainda nem existia.

rs_1024x759-140403115614-1024.Meryl-Streep-Devil-Wears-Prada-JR1-4314

Além disso, consigo ver várias referências que foram mostradas no filme. Como a prórpria Patrícia Field (quem cuidou do figurino do filme) contou em entrevista, que ela teve que prever um pouco da moda um ano antes, pois o filme que estreou em 2006, foi na verdade, filmado em 2005.

O que ela não previu, foi que o filme adiantaria em muito as tendencias que viriam logo a seguir. Óculos degradê e grandes (no estilo Paris Hilton, como ficou conhecido mais tarde) eram só o começo.

Fazendo esse post, percebi que até hoje o Diabo Veste Prada é referencia de looks pra mim. Tomei gosto pelas botas com calça jeans, por exemplo. Super aprendido e devidamente retirado desse look de final de filme da Andy.

DWP-End-outfit

Tenho colarzão de perolas (varias aspas nessas pérolas) que muito lembra esse aí da imagem a baixo. Referência fashionista que ficou marcada até hoje. Quer quebrar o basicão, vá de colarzão (rima intencional rs).

diabovestepradavale_f_030

Boinas no inverno, como não amar e reproduzir?

Sainha rodadinha com meia calça fina. Outra combinação bem recorrente no meu guarda-roupa. Destaque para o colar de pérolas, um pouco mais sutil dessa vez, alongando a silhueta novamente.

dc0f9305c94641c103a7851f92711fe3

Bolero pra dar emoção naquela peça sem gracinha. Também ficou registrado mentalmente na pastinha de referências tiradas do filme.

thedevilwearspradapubn

Gostaria de ter mais fotos da Emily, mas infelizmente, as imagens de looks sao quase exclusivamente da Andy.

Do filme para a vida real, foto de luki do dia, com referências tiradas do filme e adaptada para minha rotina. Olha o colar cheio de balangandã, com blazer pra dar um ar de mais sofisticado. Shortinho jeans pra quebrar a seriedade que nada combina com a cidade e meu estilo de vida (adaptar e não copiar).

11110211_982850615080613_5837995740248005348_n (1)

Já num evento mais social. Colar e blazer batendo ponto novamente

Já num evento mais social. Colar e blazer batendo ponto novamente

Não podia deixar de falar da maquiagem que, vale lembrar, na época, eu não ligava nada, e hoje não vivo sem. Na cabeça ficaram três makes bem definidas. A primeira delas, o gatinho, que achava ser impossível de ser feito por pessoas normais, mas hoje super domino a técnica.

E muito rímel

E muito rímel

Esse olho colorido de textura metalizada. Achei ousado demais na época, coisa de editorial. Mas hoje eu super consigo adaptar para a vida real, e amo sombra metalizada.

Ir trabalhar de sombra verde. Muito poder!

Ir trabalhar de sombra verde. Muito poder!

E o ensaio da volta do batom vermelho. Numa época dominada pelo gloss, quando vi esse mega batom vermelho de textura matte, nunca imaginaria que uns anos depois seríamos dominados por eles. Ta aí o Ruby Woo que não me deixa mentir.

images (2)

Lembrando que esse filme foi inspirado no livro homônimo. O livro é, como quase sempre acontece, melhor que o livro. Ele é mais real, mais cru e não tem glamour Hollywoodiano. O final é simplesmente fantástico (o do filme deixa a desejar). Deixo aí de dica de leitura pra quem se interessar :)

 

 

Tags: , , , ,

0

Não sei ser blogueira

Posted by Luna on May 21, 2016 in Aleatório, Blá Blá Blá, Reflexão |

Não sei ser blogueira, e o título do post entrega tudo hahahahaha

Estava aqui dando uma geral nos blogs que eu acompanhava e tal, deixei muitos pra lá, porque ficou tudo meio que parecido um com outro, tudo mais do mesmo (assim como podcasts, youtubers e a internet em geral). Mas uma coisa que percebi em comum com essa galera da blogosfera é, ocasionalmente você tem que abrir mão da sua privacidade.

Eu sempre fui muito reservada, muto mesmo. Até com os amigos. Papo de rolar uma intervention dos amigos(quase que do tipo How I Met your Mother, sem a faixa :P ) pra parar de guardar tudo só pra mim. Com os anos, fui aprendendo a dividir mais e hoje eu entendo a importância de dividir com os próximos e não precisar carregar o mundo inteiro nas costas só. Ah! E até consigo postar no facebook/ instagram ahhaahhaha

Ainda assim, nas redes sociais eu posto coisas muito aleatórias, e nunca dou muita satisfação pro mundo. Família, trabalho, planos… as pessoas chegadas que acompanham e ficam sabendo quando eu conto. Raramente sinto vontade de contar algo pelo redeis sociais.

Alias, meu facebook é fechado só por habito mesmo, porque não tem nada lá que precisa ser escondido nem nada. Nenhuma informação relevante. Claro que na internet tem tudo, então se a pessoa realmente for um psicopata e tiver uma curiosidade louca pra saber da minha vida, ela vai descobrir, mas aí…  paciência. Não perco meu sono com isso não.

993886_1126572160708457_2140630443159550814_n

Existiu uma época em que eu queria muto que o blog bombasse. Como eu gosto de escrever e tenho até uma certa facilidade de fazer isso (tirando a parte da revisão. Que ódio que sempre deixo passar um monte de coisa), eu via como um hobby bem legal, e depois, ora por que não? algo mais profissional. Podem rir, mas eu já quis ser blogueira profissional (pausa para o ahahahahhahah).

Porém, eu tenho o dom de nunca me colocar como a pauta principal e acho que isso faz com que as pessoas não se interessem ou se identifiquem com o blog, pois fica bem impessoal.

A unica vez que o blog foi extremamente mais pessoal foi durante o intercambio mesmo, mas porque não era minha vida de verdade. E me sentia oquei pra falar de  mim, que era quase um personagem na época. Até quando eu paro pra ler, eu vejo como era tudo bem exagerado, fazia parte do alter ego da Luna de antigamente (ou eu lirico, nomeie como quiser).

Mas mesmo nessa época, várias coisas eu deixei de fora. Tudo que era relacionado ao Brasil, por exemplo, jamais mencionava. Nada que fosse fora da vida de au pair, era mencionado.

Passando dessa fase, eu voltei pra vida real, e simplesmente não consigo falar de trabalho, carreira, família, vida amorosa aqui. O que, eu sei,  deixa tudo muito impessoal. E quando falo algo mais meu, é do sentimento e nunca do fato em si.

Não acho que conseguiria viver pra falar da minha vida, como os blogueiros que agora já são superstars fazem… isso me da uma certa angustia, sei lá… sou muito low profile. Acho que as pessoas estão abrindo muito a mão da sua privacidade, muito mesmo. Vejo no facebook como as pessoas dividem absolutamente tudo!!

Das duas uma; ou as pessoas são muito carentes, e precisam de atenção o tempo todo, ou, extremamente narcisistas, aonde precisam que todos os olhares estejam em cima delas por se acharem o máximo. Não sei… jogo aí essa reflexão.

Enfim, com isso, esse blog vai ficando mais desproposital do que nunca, mas não consigo destruir ele. De vez em nunca eu ainda passo aqui, escrevo qualquer coisa, ou ate leio.. e acho divertido relembrar.

As vezes, como hoje, também me bate uma pequena inspiração pra falar sobre o nada. E ai o post vai ficando gigante, e, aparentemente, as pessoas não gostam mais de ler, ou seja, nada de chamativo no blog.

foto aleatória que amo, só pra esse post  não ficar vazio de imagem

foto aleatória que amo, só pra esse post não ficar vazio de imagem

Bom, então fica aí a reflexão do dia, eu sou uma péssima blogueira rs. Mas o blog vai ficando por aqui enquanto isso… porque eu gosto de escrever, porque de vez em quando eu tenho essas catarses que preciso liberar.

E de vez em quando ele vai sair do ar porque esqueço de renovar o host de tempos em tempos.

Aquele beijo!

Tags: , , , ,

0

Restrospectiva geral de 2015

Posted by Luna on February 21, 2016 in Retrospectiva |

Mas Luna, o que seria uma retrospectiva geral? Não sei, não faço a mínima ideia… Vou descobrir depois que terminar de escrever esse post.

Mas digamos, seria os melhores momentos virtuais de 2015. Ou seja, aqueles que compartilhei nas mídias sociais.

Pra começar, eu virei o ano em Londres (como cheguei a contar aqui). Poderia estar mais feliz? Acho que não. Foi a viagem da vida. Era o lugar que eu mais queria conhecer no mundo, e Londres não me decepcionou em absolutamente nada!

St Pancras, aonde as Spice Girls gravaram Wannabe

St Pancras, aonde as Spice Girls gravaram Wannabe

 Então, já foi uma virada incrível, o ano tinha tudo pra arrebentar!

De Londres, segui para Amsterdã, com direito a mais uma corrida no aeroporto (já tinha acontecido antes de Dublin pra Londres, mas isso foi história que ficou em 2014 rs). O motivo: me perdi no fuso horário, quase perdi o avião, mas deu tudo certo, eu fui a última a entrar, as portas fecharam e partimos! Amsterdã, aí vamos nós!

Então, estava em Amsterdã sem ter nada muito preparado, essa cidade entrou de última hora no roteiro. O que descobri ser uma mega vantagem, por não ter muito o que esperar, a cidade foi só surpresas boas.

I amsterdam

I amsterdam

 Não consegui visitar a casa da Anne Frank (uma fila, tem que ir cedo) mas caí de amores pelo museu e trabalho de Van Gogh, e foi naquele museu que perceber como minha vida tinha mudado. Foi incrível.

De lá, segui para Bruxelas, Bélgica. Essa parte da viagem seria para realizar um sonho antigo, viajar sozinha. Porém, a viagem da minha amiga deu errado, ela não conseguiu partir pra Áustria, e como consequência, ela pegou o ônibus e se juntou à mim em Bruxelas. Não pude realizar o sonho de viajar só (mas consegui já esse ano 0/) porém a viagem não poderia ter sido melhor. Com absolutamente nada preparado, a gente explorou tudo que podia.

De Bruxelas voltei pra Irlanda, aonde ficaria estudando por 3 semanas. Gente, lá estava eu, mais uma vez, fazendo intercâmbio. Um mini intercâmbio, dessa vez, mas ainda assim, um intercâmbio.

Em Dublin, em frente a escola

Em Dublin, em frente a escola

Bom, com a experiencia acumalada do intercâmbio anterior, tudo dessa vez correu bem. Eu tive uma experiencia maravilhosa com a minha host family, pude viver um pouquinho como um irlandês (pegar ônibus, enfrentar horário de hush e essas coisas que turistas quase não vivenciam).

Indo pra escola no ônibus em Dublin

Indo pra escola no ônibus em Dublin

Confesso que não pude aproveitar muito os estudos porque já estava bem cansada dos passeios e lembrando que essa deveria ser minhas ferias, e eu não havia descansado nada. Então eu fazia os deveres tudo ali na hora mesmo, mas tudo bem. O curso era tranquilo, e até um pouco decepcionante, pois o nível avançado não era, digamos assim, tao avançado… e a maioria dos alunos eram realmente, alunos aprendendo, ainda lidando com a fluência da língua… não que eu seja bna ban ban mas… eu deveria ter escolhido um outro tipo de curso…

Mas a melhor coisa que aconteceu lá foi a inesperada visita do meu pai. Uma semana antes eu tinha recebido um e-mail do meu pai falando que tinha comprado as passagens para Dublin. Eu mal podia acreditar! Meu pai nunca nem tinha saído do país, e não fala absolutamente nada de inglês.

Papis foi me visitar!!

Papis foi me visitar!!

Enquanto estávamos esperando no aeroporto antes de partir, eu tinha mostrado pra ele, assim por cima, como fazia pra comprar uma passagem, n no Ipad, caso ele quisesse ir me visitar. Mas nunca imaginei que ele compraria, estava muito em cima da hora,e meu pai normalmente faz tudo muito planejado.

Dessa vez não tinha nada planejado, ele tinha uma passagem, iria me visitar e faltava sei lá, uma semana pra ir. Então reservei pra ele um hotel bem bacana no centro de Dublin ( a casa dos meus hosts ficava muito longe do centro, e ãs veze seu levava quase 1 hora pra chegar na escola) pra ele poder passear enquanto eu estava estudando.

A semana que ele ficou em Dublin foi uma loucura, pois eu dividia meu tempo entre os estudos, turistar com meu pai (inclusive repetir um monte de lugar que eu já tinha ido, pois já tinha passado em Dublin antes pra turistar) e ficar entre o hotel e a casa dos hosts. Eu estava bem cansada, fisicamente.

Minha últimas semana em Dublin, eu praticamente ia pro curso e tentava descansar o que dava, pois eu iria voltar pra pro Brasil já trabalhando. Não haveria tempo pra descansar.

Eu estava morta na volta pra casa. Ainda não sei como planejo essas loucuras, pois eu simplesmente sai de férias e fui fazer um monte de coisa e estudar… e depois voltei direto pra trabalhar e estudar… eu tive que aguentar o tranco.

Tudo terminou bem, porque no Brasil nada acontece muito antes do carnaval chegar, então o carnaval chegou e eu só fiz fazer nada. Muito netflix, livro e ficar estirada no sofá. E foi o sificiente pra recomeçar o ano.

Semana Santa, voltei para meu paraíso na terra, Paraty. Que sempre me recebe bem, inclusive em feridos prolongados, com engarrafamento zero pra chegar. Amo! Cada vez mais tenho sentindo essa necessidade de estar ao redor da natureza para me conectar comigo mesma e garantir o equilíbrio pra ir lidando com a pressão do dia a dia e da cidade.

Abençoada demais pra se preocupar

Abençoada demais pra se preocupar

Então é nessas horas que eu me libero do secador, cabelo feito, maquiagem e me jogo nos pés descalços, na água salgada, no sol. Esses são os ingredientes perfeitos para o total reabastecimento de bateria tão necessários pra gente ficar de boa por aí rs

E assim o ano foi correndo com muito, mas muito trabalho, e estudos e um monte de mini projetos que eu fui acertando durante o ano.

Um das maiores alegrias e ponto alto do ano, lógico, foi virar tia. :)

You're the kind of  boy that fits in with my world...

You’re the kind of boy that fits in with my world…

É bizarro ver seus tracos em outra pessoa ahahahha E eu acompanhei cada passo desse molequinho que eu mal conheço mas que considero pacas. Sabe quando a gente ouve falar de amor incondicional? É isso. Você ama um toquinho de gente que nunca te fez nada, mas é uma amor tao genuíno. Um sentimento maravilhoso.

No último mês de 2015, teve o show mais esperado: David Gilmour.

Depois do show, mortos mas felizes

Depois do show, mortos mas felizes

Eu não sou de ser fã de artista e raramente faco questão de ir em show, mas desse cara eu fiz questão. E de quebra, dei de presente pro meu irmão um ingresso, porque tínhamos que passar por isso juntos.

Meu irmão e eu temos uma conexão que é até difícil de explicar. E não estou dizendo por dizer… ele me fez muita falta enquanto estive fora e vice versa. Não a toa que uma das musicas que mais devo ter cantado enquanto nos morava nos EUA foi Wish you were here, do Pink Floyd (a ex banda do David Gilmour)

Foi uma das primeira musicas que o Lê tocou no violão, era a musica que a gente ia cantando no carro enquanto fazíamos alguma viagem, era a música de sempre!

Era o nosso show!

Partimos para São paulo. Chegamos cedo no estadio pada garantir nosso lugar na grade. A grade dos pobres, porque agora a parte premio é metade do estadio. Fizemos aquela corridinha pra entrar no estadio, sabe? Pra garantir nosso lugar. Pegamos uma mega chuva durante a espera. Fizemos amizade com a galera. Passei mal, faltando uma hora pro show começar. Porque sempre tem que rolar uma emoção, claro rs

Fui puxada por cima da grade pelos bombeiros. Fui na enfermaria. Me deram um buscopan e um remédio pra estômago que esqueci o nome. Pensei, ok, buscopan nao vai fazer mal rs

Mas na verdade, corri pro banheiro… só pra garantir. Voltei. Não sei como, consegui voltar pro meu lugar na grade, Ninguém acreditou, nem eu na verdade. Porque faltava pouco tempo pro show começar, e estava lotado. Mas voltei, e quando o pessoal me reconheceu, me ajudaram a chegar no lugar.

20 minutos depois assistíamos o show da nossa vida! Foi tudo mágico. Ali estava David Gilmour tocando as músicas que cantamos a vida inteira. Aquele sentimento de, sim o Pink Floyd existiu, eles fizeram essas musicas. Ficamos ali todos unidos , cantando Comfortbly Numb com meu irmão ao lado e o cara que inventou a musica alí, bem na nossa frente, tocando. Aquela sensação de zerar a vida.

Menos um para a lista da vida. Todos os perrengues valeram a pena.

Para 2016, que venha o que tiver que vir, porque estarei sempre de coração aberto para novas experiencias. Me tornei uma otimista incurável, e quando você decide olhar sempre pras coisas boas, você não consegue mais parar.

E vamos pra frente porque pra trás tem gente.

Aquele beijo!

 

 

Tags: , , , , , , , ,

0

Retrospectiva literária 2015

Posted by Luna on February 14, 2016 in Leitura, Retrospectiva, Uncategorized |

Então é isso…

2015 passou voando na velocidade da luz, praticamente. Como diria aquela letra:  ”Every year is getting shorter, never seem to find the time” (todo ano fica mais curto, nunca pareço encontrar o tempo…). Acho que esse é o sentimento da maioria das pessoas.

E como eu mal consegui atualizar o blog, na real, não sei nem por onde começar. Mas adorei ter feito a retrospectiva dos livros que li no ano anterior e resolvi repetir esse ano, num raro momento de inspiração para escrever aqui.

Então vamos lá antes que vontade passe :P

Eu virei o ano de 2014 para 2015 lendo dois livros, e sempre quando isso acontece, eu contabilizo essas leituras no ano em que eles foram terminados de ler.

O primeiro deles foi um romance da autora irlandesa Marian Keyes (aquela do famoso livro Melancia), chamado Last Chance Saloon (não faço a menor ideia de como esse livro foi traduzido para o português, alias nem sei se tem alguma tradução por aqui ainda, já que nunca encontrei ele em livraria alguma).

Era final de 2014 e eu já tinha lido alguns livros mais densos e então queria ler algo bem leve, bem mulherzinha mesmo. Eu já conhecia essa autora de dois outros livros já lido (Férias e Melancia) e tinha achado legalzinho (tipo, nada demais, aquela leitura bem passatempo mesmo, sem compromisso). daí fiquei lá procurando na amazon algum título dela que me apetecesse (antes do boom do dólar eu ainda consegui comprar livros – e-books- na amazon gringa, hoje já não vale mais a pena).

Daí que escolhi esse título por razão nenhuma, já que essa expressão (last chance saloon) não significava nada pra mim. Fui saber depois que significa algo como: sua última oportunidade.

Descobri que o livro foi publicado no Brasil sim, com o nome de é agora ou nunca

Descobri que o livro foi publicado no Brasil sim, com o nome de é agora ou nunca

Enfim, vamos ao resumão: conta a história de um grupo de amigos, cada um num relacionamento mais abusivo que o outro e, principalmente a protagonista que é traumatizada por ter tido uma experiencia amorosa tão ruim no passado que resolve se fechar pra vida amorosa.

Quando comecei a ler, gradativamente fui me arrependendo amargamente da escolha. Eu ando bem de saco cheio de histórias de mulheres independentes em que toda sua frustração se desenrola em torno da vida amorosa (alou, sex and the city).

Porém, a autora foi narrando de forma muito envolvente e que te faz, de forma que nem eu mesma percebi, você se envolver com os personagens. A história, de fato, não me prendeu de cara não, mas pra frente que eu fui entender melhor o tema principal da trama: relacionamentos abusivos. E foi aí que me prendeu. E qualquer um que tenha vivenciado algo parecido consegue entender a angustia do que os personagens estão passando.

Por fim, durante a leitura,  passei uma temporada na Irlanda, e o livro ganhou outro significado pra mim, pois as gírias usadas, o jeitinho irlandês eu consegui captar direitinho pela minha própria experiencia na Irlanda. Ou seja, o livro ficou afetivamente ligado a mim. Faz toda diferença pra se entender a obra quando a gente tem a base cultural do autor.

Então recomendo mas se: você quiser saber um pouco mais sobre o jeitinho irlandês, e se o tema “relacionamento abusivo” te interessa. Vou deixar o link do livro em português aqui, ó!

E pensando nesse tema, só consigo pensar na Clarice Falcão fazendo uma ótima versão de survivor, das Destiny’s child. Deixo o link aí, pra quem quiser conferir.

O segundo livro foi O Ativista Quântico do autor Amit Goswami e eu sinceramente, não sei nem como começar a resenhar esse livro.

o ativista quântico

Esse livro já estava na minha lista desde 2013. Comecei a ler no final de 2014 e devo ter levado uns 5 meses pra ler. Isso, na minha terra, é tempo demais. Não é um livro fácil e eu não tinha expectativas sobre ele, no final acabei com o cérebro no teto.

Mas vamos ao livro: você precisa saber que existe uma corrente anti materialista no mundo. Durante muitos anos, toda nossa sociedade girou em torno de bens materiais (seja no acumulo de terras, ou produtos que circulavam por meio de escambo, que foi substituído depois com o advento da moeda, enfim… ) e nunca do nosso bem estar de verdade. Ou seja, nossas necessidades internas foram sempre deixadas de lado, mesmo quando tínhamos saciado toda nossa necessidade básicas como fome, sede e essas coisas…

É um fato que se a gente continuar consumindo da forma que estamos fazendo, o planeta vai murchar. Porém, nada é feito para resolver essa questão porque ela vai de encontro com o sistema econômico vigente, e que tem muita gente disposta a matar e morrer pra não mexer nesse status quo. Se as pessoas param de consumir, as fabricas param, menos emprego, menos papel circulando, ou seja, a estrutura em que a gente moldou nosso sistema entra em colapso, e ninguém está preparado pra esse tipo de mudança.

E aí que entra o ativista quântico. Primeiro o livro vai explicar o que seria a física quântica (a primeira parte do livro e a mais desafiadora também) e que a física quântica ela vem justamente para desafiar nossa fé em cima da matéria pura. E da ciência de forma geral (aquela ciência pela ciência). Passado pela revoluçao cientifica aonde o objeto de estudo não seria a matéria, seus conceitos seriam aplicada na vida social, num mundo em que o material não ditasse nossas vidas (ficou muito complicado de entender? O livro mais difícil de resenhar evah!).

Eu me surpreendi muito com o livro e sua visão, pois ela vai de encontro com aquilo que acredito sem nem eu mesmo saber que existia uma corrente assim por aí. O autor propõe varias alternativas, algumas num macro universo (como um sitema social baseado em outras necessidades humanas, sem negar seus desejos inerente a condição do homem) e também num micro universo aonde cada pessoa está inserida.

Confesso que o começo foi bem difícil, eu precisei estudar um pouco, ler o livro sem o google era quase impossível, mas depois fluiu. Nem tudo eu entendi direito, mas a ideia ficou. Não dá pra realmente fazer um debate aqui, mas seria muito interessante poder discutir as ideias proposta no livro com mais alguém.

Recomendo, sim, porém o leitor tem que ter uma dose de paciência e uma mente bem aberta pra aceitar propostas fora da sua zona de conforto.

O terceiro livro foi um bem diferente chamado Vista Quem Você é, das meninas fofíssimas do blog oficina de estilo. Já lia o blog delas um tempão, e fiquei muito encantada com a proposta do livro: um guia para você desenvolver seu estilo sem precisar de regras, ou de looks do dia, ou de ter que visitar o shopping de 6 em 6 meses pra mudar as roupas conforme a estação muda.

Vista Quem Você é

Na minha opinião, é burrice quem compra roupa pra usar uma vez só. Ou quem precisa de ter um guarda roupa abarrotado pra se sentir bem. Cara, na boa, se você precisa se endividar pra comprar coisas caras pra impressionar alguém pra se sentir especial, então você não é especial. E é justamente em cima desse conceito de auto estima e auto conhecimento em que as autores pautam o livro. É quase uma auto ajuda da moda.

Recomendadíssimo.

O Quarto livro, o Segundo Suspiro do autor Philippe Pozzo di Borgo que conta a história dele mesmo. Uma história que parece até roteiro de filme, e que acabou virando um. Um filme francês.

o segundo suspiro

O livro narra a história do próprio Philippe que é um cara riquissimo, que fica tetraplégico, perde a mulher e contrata um argelino genioso e sem papas na língua, com comportamento bem peculiar, para ser seu ajudante pessoal. Os dois são muito diferentes, com histórias de vida bem diferentes, mas acabam nutrindo uma amizade. É um livro com muita dor, mas de superação. Mesmo com todas as adversidades, o autor tenta se manter positivo. Vale a pena a leitura, até como aprendizado pessoal. Carimbo de recomendo nele :P

Quinto livro, foi na verdade uma trilogia (então foram o quinto, o sexto e o sétimo livro), a série Divergente, Convergente, Insurgente (detergente rs).

Não li o último livro, o quarto

Não li o último livro, o quarto

Pausa para minha má vontade com esses livros. Não estava a fim de ler, achava que seria um livro teen e só. E odiava que todo mundo comparava com Hunger Games e tal. Uma amiga minha me fez levar os livros dela pra casa e me garantiu que eu iria gostar e que não, não tinha nada a ver com Hunger Games (que mania desse povo de ficar comparando as coisas).

Mas eu estava num hiato de leitura, precisando de algo e então comecei a ler. E olha, me surpreendeu muito, de forma positiva. O livro realmente tem uma abordagem teen, a começar com a idade dos personagens, mas isso é o tom do momento, é o que o mercado está pedindo,e  o que tira um pouco a seriedade da coisa. Eu considero como mais uma distopia futurística, uma releitura voltada para os adolescentes e a fonte bebida é aquela velha que já conhecemos: George Orwell, Aldous Huxley.

A história se passa num mundo em que a sociedade é divida em facções, e cada facção tem sua função social (são seis no total). Mais uma vez a gente é forçada a conhecer o universo através dos olhos da protagonista (tô gostando de ver que agora existem personagens femininas bem construídas aonde normalmente seria um protagonista masculino) conforme sua inserção no mundo novo (tudo é novo pra ela, já que ela deliberadamente decide sair da sua facção para outra).

Achei a ideia do mundo muito bem construída. A maior dificuldade numa ficção desse tipo, é se manter fiel as leis que a autora mesma criou. Os personagens tem uma motivação tangível, você acredita nas motivações e compra a briga dos personagens. A protagonista pode ser chatinha às vezes com seus dilemas, mas acho que foi pertinente.

A trama faz você parar pra pensar nas suas crenças também. Acho isso interessante, não é o papel principal da arte (entreter seria o papel numero 1), mas acho que é um plus, um bônus. Acho incrível podermos analisar nossa vida e até desconstituí-las  através da arte. Recomendo!

Eita, acho que já escrevi demais…

Bom, o oitavo livro foi um super light, o famoso Delírios de Consumo de Becky Bloom. Era pra ser engraçado, eles disseram. A personagem é carismática, eles disseram…

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Já conhecia o filme, e achava bem oquei. Aquele tipo, sessão da tarde, e como todo mundo dizia que o livro era ótimo, resolvi tentar. Bom, sei lá. Não sei se gostei do livro não. Achei a personagem chata, uma pessoa fútil sem conteúdo nenhum que tem como missão de vida impactar as pessoas pela sua imagem. E só! Sua auto estima é tao baixa, que ela precisa ficar toda hora construindo o que as pessoas vao pensar dela. Então, ela compra uma revista de economia pra parecer inteligente, sem nunca ter aberto a revista. Se individa com roupas caras pra passar a imagem de pessoa sofisticada… e esses tipo de coisa.

As confusões que ela se mete são sempre algo para fazer manutenção das mentiras que ela conta pra passar uma determinada imagem (seja pra chefe, pro vizinho…) , sei lá, uma burrice atrás de outra. Sabe quando você começa a pegar abuso? pois é… se esse é o modelo de pessoa que as meninas querem se guiar então parem o mundo, que eu quero descer!

Todo mundo tem seu grau de futilidade, mas pautar uma vida inteira baseada nisso, vixi, não tenho paciência não. E fiquei sem entender o tamanho do sucesso do livro.

Não recomendo não.

O nono livro eu li de uma tacada só. No final do ano eu fui no show do David Gilmour (que milagrosamente incluiu a América Latina na sua turnê) e eu como fã, fui lá em São Paulo conferir. Desde então fiquei um pouco obcecada com o Pink Floyd (sempre foi minha segunda banda favorita, a primeira é Beatles) e comprei pra dar de presente pro meu irmão  o livro Nos Bastidores do Pink Floyd.

O famoso porco voando...

O famoso porco voando…

Acabou que ele esqueceu o livro aqui, então eu li antes que ele retornasse pra buscar. Foi tudo muito rápido :P

O livro é a biografia da banda que praticamente fundou o que ficou conhecido o rock psicodélico e posteriormente, o progressivo ( era uma época antes de St Pepper ser lançado). Eu que sou fã da banda adorei, ate porque , eu tinha me dado conta que eu não sabia nada sobre, nada mesmo, só ouvia as músicas. Eles sempre foram muito reservados, e quando eu comecei a curtir a banda, o Pink Floyd já não existia mais.

O bacana é que a hsitória do Pink Floyd se mescla muito com a cultura underground  beatnick que estava pipocando na Inglaterra ali no inicio meado dos anos 60 (que já era bem forte nos EUA). E eu adoro essa época. Enfim, é livro pra fã, não tem jeito. Mas é muito bem escrito, e com material bem farto pra gente se deliciar.

Recomendo se você gostar de Pink Floyd, claro!

E assim, eu encerro por aqui. O final do ano eu estava lendo (ainda estou) Stephen King pela primeira vez (pois é…) , mas como de costume, só ano que vem falarei sobre ele.

Esse ano que passou foi bem fraco de leituras, foram apenas 9 livros finalizados. Eu espero conseguir recuperar esse atraso em 2016. Apesar que tudo indica que terei menos tempo ainda.

Aquele beijo!

 

Tags: , , , , , , , , ,

0

Pedra do telégrafo: a pedra das estripulias. Ou ainda, a pedra da modinha.

Posted by Luna on August 18, 2015 in Rio de Janeiro, Trilha, Uncategorized |

Antes de escrever sobre a trilha da Pedra do Telégrafo, eu preciso desabafar antes rs (novidade :P ).

Essa trilha era super desconhecida até então, primeiro por ser tratar de uma região mais afastada da parte turística do Rio (fica em Barra de Guaratiba, região extrema oeste do Rio :P ) e depois, ela não possui a visão do Rio cartão postal lá de cima. No topo, a gente consegue avistar a Prainha, o Grumari e o Abricó, praias conhecidas pelos cariocas mais locais.

Grumari e prainha lá atrás

Grumari e prainha lá atrás

Mas aí, de um tempo pra cá, essa pedra caiu no gosto popular, simplesmente pela sua posição de lá de cima, da tal famigerada pedra, dá pra você tirar umas fotos bem bacana, no estilo “ganharei vários likes no face e no insta” que parecem que você está num mega precipício.

Por causa desse tipo de foto, a Pedra do telégrafo ganhou seus 5 min de fama

Por causa desse tipo de foto, a Pedra do telégrafo ganhou seus 5 min de fama

Até aí, tudo bem. Um lugar bacana foi descoberto, contanto que não degradem o local, qual o problema de ir lá tirar a sua foto? Que atire a primeira pedra quem nunca pensou: essa daqui ficaria bem no …. (insira aqui sua mídia social favorita).

Mas aí, como hoje na internet tudo é motivo de polemica, tem sempre aquele do: não vou porque ficou modinha. Gente, c*guei pro se virou moda ou não, eu que não vou viver em função dos outros. Não vou fazer, ou deixar de fazer porque todo mundo faz ou deixa de fazer. Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é: não deixar de fazer nada pelo o que os outros vão pensar ou fazer. Porque no fim do dia, a opinião dos outros não tem importância nenhuma.

IMG-20150728-WA0017

No melhor estilho hippie: “eu sou livre pra manifestar a vida que eu quero viver e cada situação sou presenteada com uma oportunidade única de explorar e curtir a beleza desse mundo” e o que os outros vão pensar, como venho dizendo aqui zilhoes de vezes, não é da minha conta!!

Bom, depois de ter feito esse manifesto a favor da liberdade… o que quero dizer é, se você quer ir no tal lugar porque achou bacana, vai gente. E se você não quer ir ( espero que não seja porque os outros estão indo, e mesmo que for por esse motivo, whatever, não to aqui pra te julgar), não vá. Simples assim. Arranja um outro morro pra subir, e deixa os outros serem felizes do jeito que quiserem.

Bom, era uma terça feira, um ótimo dia pra fazer essa trilha, já que sabíamos que no final de semana seria impossível, dada sua recente descoberta. Erro nosso, estava bem cheia a trilha.

Pra chegar na Pedra do Telégrafo, você tem que seguir para Barra de Guaratiba. Quem vem pela Barra, é depois do Grumari, depois da Prainha, ou seja, extrema oeste do Rio rs

A súbida da trilha se dá perto da praia mesmo (aqui no meu bairro, chamávamos da Praia do Oi, pois era a mais perto e mais acessível ). A subida começa ainda dentro do bairro, você vai começar a subir um concreto mesmo, e se tiver sol, você vai com o sol na cabeça, porque não rola uma sombrinha.

A subida começa do lado de um barzinho chamado sereias, que estratégicamente tem um banheiro, então já fica a dica pra quem tem bexiga pequena e bebe água demais (presente!).

Como falei, a primeira etapa da trilha ainda se dá no bairro. Mas não ache que é fácil, a subida é bem ingrime. Eu não aguentaria subir de carro com marcha não, eu sou muito ruim de ladeira :P

Os outros 2/3 da trilha já vai dentro da mata mesmo. A trilha é considerada moderada, mas como não sou nenhuma expert em trilha, apesar de fazer exercícios físicos com regularidade, achei ela moderada mais pra difícil rs Porque tem partes que vai ficando bem ingrime e as pernas começam a doer (tudo bem que eu tinha malhado perna no dia anterior, o que não ajudou muito)

Primeira parada pra ver a restingua da marambaia lá atrás

Primeira parada pra ver a restingua da marambaia lá atrás

No fim da trilha, sua perna esta toda tremendinha. E no dia seguinte, eu senti muito a panturrilha.

E a vista, vale muito a pena. Da primeira pedra que paramos, dá pra ver toda a restinga da marambaia (que era minha praia favorita quando mais nova, vazia e sem ondas). A primeira coisa que pensei foi: como a restinga é grande! E da pra ver aquele azul maravilhoso. Como não se sentir abençoada?

A Restinga da Marambaia em toda sua glória

A Restinga da Marambaia em toda sua glória

Depois seguimos para outra pedra, e pluft, mais uma vista maravilhosa. E por último, a tal pedra da bigorna, da onde dá pra tirar a foto “caindo no precipício”. Ou como gostávamos de chamar, pedra das estripulias. Pois já tinhamos várias poses na cabeça pra fazer, ou seja, varias estripulias.

Vista da segunda parada (fazendo uma horinha pra ver se a fila diminuía na pedra da bigorna, mas não deu muito certo

Vista da segunda parada (fazendo uma horinha pra ver se a fila diminuía na pedra da bigorna, mas não deu muito certo

De braços aberto pra variar

De braços abertos, pra variar

Por ultimo, ainda ouvi quem chamasse de pedra que se pendura, porque claaro, foi o que todo mundo fez lá.

Na pedra das estripulias :P

Na pedra das estripulias :P

De fato, esse agora virou o point da galera, pra tirar aquela foto bacana no instagram e o lado chato disso é a fila, A trilha fica bem cheia. Levamos uns 50 minutos pra subir e mais outro 50 minutos só pra tirar a bendita da foto. Gente, tem fila na pedra? Tem, sim senhor!

E isso porque fomos no meio da semana, uma terça feira. O que imagino que no fim de semana deva ser impossível.

Bom, fila não é nada legal… nunca é. E aí começa aquela farofada que os cariocas sabem fazer como ninguém. Tem a galera sem noção que quer tirar trilhões de fotos, tem também a galera reclamando, que quer colocar ordem na parada.

Olha aí o babado, a muvuca e a confusão pra tirar a tal da foto da Pedra do Telégrafo

Olha aí o babado, a muvuca e a confusão pra tirar a tal da foto da Pedra do Telégrafo

Eu sou da seguinte opinião (que ninguém perguntou mas que dou assim mesmo) O lugar ficou na moda, ou seja, atirai gente pra caramba. Gente pra caramba é sinônimo de babado, gritaria e confusão. Não adianta se estressar. Se a foto realmente for importante pra você, tenha isso em mente: vai estar cheio, vai ter fila. Eu estava achando até divertindo ver as pessoas se pendurando, dando ideia de como melhorar, do Djalma (não da pra esquecer um nome desses) que não sabia tirar foto… enfim, como diria o famoso ditado… está no inferno, abraça o capeta. Sou dessas.

Depois de quase uma hora esperando, finalmente chegou minha vez de subir na pedra o/

Depois de quase uma hora esperando, finalmente chegou minha vez de subir na pedra o/

Agora se for pra se estressar, como tinha uma mulher lá que estava gerando um mega barraco, então nem vai. Porque simplesmente, não vai adiantar, o intuito da trilha é relaxa, é sentir a endorfina fazendo efeito no seu corpo, você fica feliz, relaxada e ainda por cima, tem uma vista maravilhosa pra te acalentar. Acho que a foto é o de menos.

Ihh cheguei aqui, clama gente que não sei o que fazer :P

Ihh cheguei aqui, clama gente que não sei o que fazer :P

Se você quer tirar foto, e se estressar, bom, aí é com você :P

Nosso grupo decidiu esperar pra tirar a foto e ficamos lá nos divertindo muito com Djalma e sua turma. Rolou piadas internas até para o final da trilha.

Atenção câmeras!! Flash

Atenção câmeras!! Flash

Para encerrar essa caminhada, paramos pra comer alí no tal bar Sereias. batemos um prato de pião com direito a arroz, feijão e macarrão. Tudo junto gente. foi ótimo pra repor os nutrientes todos de volta (ou não :P ) .

E esse é o segredo da Pedra do Telégrafo, ninguém fica pendurado coisa nenhuma

E esse é o segredo da Pedra do Telégrafo, ninguém fica pendurado coisa nenhuma

Então fica aí a dica pra quem quiser fazer um programa diferente e ainda zero oitocentos aqui no Rio.

A pedra do Telégrafo ganhou esse nome pois serviu de uma base militar na II Guerra Mundial, aonde os militares faziam o cume de base para avistar submarino alemães.  A forma com que essas mensagens eram enviados era através do telégrafo.

And I think to myself, what a wonderful world!!!!

And I think to myself, what a wonderful world!!!!

Lembrando que a pedra do Telégrafo fica bem fora do circuito turístico carioca (Zona Sul, Centro). Pra quem vem pela Barra da Tijuca, é a ultima praia depois da praianha. Ou seja, zona extrema oeste :P

Beijos e até a próxima :)

 

Tags: , , ,

0

Santiago del Chile, dia 1: Cero San Cristóbal

Posted by Luna on July 30, 2015 in América do Sul, Chile, Férias, Viagem |

Como contei aqui, nossa chegada em Santiago foi um tanto quanto conturbada. O resultado disso, foram 4 pessoas chegando no destino com um certo mal humor. E pra coroar, a gente não pode fazer o check in no hostel porque teríamos que pagar antes, então mal havíamos chegado, saímos novamente pra sacar dinheiro pra pagar o hostel.

A recepcionista, tadinha, super empolgada com o grupo de brasileiros que havia chegado. Ela estava se esforçando tanto, mas a fome, o calor, o cansaço, a falta de dinheiro (ninguém tinha trocado peso chileno ainda) e, eu de quebra, com estomago revirado. Ah tá, e o ouvido ainda não havia se acostumado com o sotaque chileno.

Mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Logo depois de devidamente instalados, o povo saiu pra caçar algo pra comer e eu fiquei curtindo uma enjoo horrível. Até que Raul chegou e passou. Tomei banho, comi e fui descansar. A recepcionista ficou um pouco decepcionada porque os brasileiros, crazy people que deveriam ser, não estavam muito afim de badalar.

No dia seguinte, depois de dormir o sono dos justos, estávamos mais do que prontos pra curtir Santiago em toda sua glória. E o primeiro desafio foi: achar um mapa. Primeiro hostel na vida, que não havia mapas disponíveis.

Descolei um mapa com um casal simpáticos, porém fedidos, no quarto ao lado. E fomos a luta.

Primeira parada turística: Cerro San Cristóbal

A bandeira do Chile no Cerro de San Cristóbal

A bandeira do Chile no Cerro de San Cristóbal

O cerro foi a parada mais legal e mais sem querer que descobrimos a caminho do centro de Santiago. Na verdade eu estava a loka procurando a casa do Pablo Neruda, mas no meio do caminho havia uma cerro, havia um cerro no meio do caminho.

As meninas pararam pra ver de curiosidade (tinha uma lhama na entrada, como não parar??!!), e do nada ficaram numa fila lá. Então ficamos e acabamos descobrindo um funicular, vulgo bondinho pra te levar pra cima. Fomos. Já estávamos alí, por que não?

uma lhama

uma lhama

E descobrimos uma espécie de Cristo Redentor do Chile. De lá de cima, tem a estátua da Imaculada Concepción com uma vista maravilhosa da cidade. E nos fundos: os Andes. Ta bom pra você? rs

Santuario Immaculada Concepción

 P asseio nos custou 2.600 pesos chilenos (não sei mais se isso é caro ou barato).

O ticket pra andar no funicular e visitar o Cerro de San Crsitóbal

O ticket pra andar no funicular e visitar o Cerro de San Crsitóbal

Subindo....

Subindo….

 

No funicular

No funicular

De la, como falei, tem a vista maravilhosa da cidade. Umas lojinhas pra você descolar umas bugigangas bem bacanas e comer algumas coisinha. Um excelente lugar pra você passar o tempo, com direito a uma super vista.

A vista de lá de cima

A vista de lá de cima

Os andes lá no fundo

Os andes lá no fundo

DSCN2881O Cerro San Cristóbal fica bem em Bellavista, um bairro super conhecido da cidade por ter uma universidade perto e, claro, ser cheia de gente jovem. O endereço é Pio Nono, 450 Bellavista.

O bairro Bellavista

O bairro Bellavista

A estátua da virgem lá atrás

A estátua da virgem lá atrás

Cerro de San Cristábal

Beijos Beijos :)

 

Tags: , , , , , ,

0

O diário de uma babá

Posted by Luna on July 24, 2015 in Aleatório, Au Pair, Blá Blá Blá |

E aí você deixa de ser au pair, mas você nunca deixará de carregar um pouquinho da au pair com você.

Numa tarde preguiçosa e com tarefas a cumprir, coloquei um filme que pensei ser bobinho pra assistir (rima não intencional). Um filme que já tinham me recomendado há um tempo: O diário de uma babá.

O diário de uma babá

O diário de uma babá

O filme de cara me prendeu: uma menina jovem que acabara de se formar, não sabia ainda que caminho tomar, e não tinha muito dinheiro. A contra gosto dos pais, acaba indo pra Manhattan ser babá (live in ainda por cima).

Essa personagem poderia se chamar Luna, ter 25 anos e morar no Rio. Mas não. Tinha 21, era de New Jersey e interpretada pela Scarlatt Johansson (porque se você nos olhar de longe, quase dá pra nos confundir :P ).

O filme conta praticamente a história da minha vida como au pair. As neuroses da high society de uma uma típica família americana, com a diferença que ela estava na cidade, e eu escondida no subúrbio, num dos condados mais caros do país.

Começa que a host, no caso do filme, conhecida como Senhora X, parece super amável, mas ao longo da convivência a gente vai vendo que é uma pessoa com um monte de neurosa, que também tem seus fantasmas e que mal sabe as reais necessidades do filho.

A família é super desestruturada, apesar do monte de dinheiro que possuem. Isso me lembrou uma amiga que era babá em Manhattan (pra aonde eu de vez em quando corria). A mulher era louca de pedra, o pai também, casamento em crise e o filho, coitado, pagando o pato. Como quase todas as host families que conheci. Quase porque né, sempre tem aquele ponto fora da curva (a família da minha amiga Sérvia foi uma delas.).

Tudo no filme parece absurdo mais é tão real que se eu contar, ninguém acredita. Eu me transportei para 2011 na hora. O fato que você nunca tem agenda, você vira propriedade dos seus hosts, nunca pode fazer planos porque você vive em função da agenda deles. Não pode ter vida social direito e ainda tem que aturar a criança do seu jeito que uma hora te ama, depois te odeia, quer que você volte pra seu país de origem, mas pede pra ficar. Enfim…

o_diario_de_uma_baba_6

E o melhor foi o quarto. Tadinha, ela achando que ficaria num lugar lindo, e o quarto era o mais simples de todos. Essa minha amiga de Manhattan por exemplo, o quarto dela era dentro da dispensa da cozinha. Só cabia a cama dela e mal dava pé pra gente (porque somos baixinhas). Alguém com mais de 1,60 não caberia alí. E estamos falando de uma mega apartamento há duas quadras do Central Park, com três quartos (um pro casal, outro pra criança e um terceiro de visitas) e o que ela tinha? Uma cama na dispensa.

O meu muquifo na primeira família que fiquei

O meu muquifo na primeira família que fiquei

Meu primeiro quarto era algo assim também. Mega claustrofóbico. Morro de rir quando lembro pelo o que passei.

Também me identifiquei com o fato de não contar para meus pais o que estava acontecendo. Escondia muitas coisas deles de forma que não ficassem preocupados. Tentava dar um jeito de sempre aparentar que estava tudo lindo.

Lembro das reunioes que eu ia na escola, festa de família, daquelas mães todas uniformizadas de casaco North Face, starbucks numa mão e o blackberry na outra. E de nós, babas do outro lado, e éramos sempre a diversidade cultural no lugar (normalmente latinas).

Me trouxe muitas lembranças e nostalgia e até um pensamento: cara, como eu passei por isso? ahahahah Só de pensar me dar arrepio. Definitivamente minha vida de babá se encerrou for good. Viver na casa do chefe. No WAY!!!!!

Me deu aflição só de ver as cenas que ela tenta fazer de tudo pra agradar a mulher, mas a culpa sempre cai nela. Como você nunca consegue ficar confortável na casa, ou lidar com as eternas exigências que eles impõe pras crianças e você que se vire nos trinta.

Mas o que mais me identifiquei mesmo foi com o final. Primeiramente com a piração. Quando ela está indo embora, ela deixa o cachorro fazer xixi no tapete e fala um monte de desaforo pra câmera aonde ela sabia que havia uma ( o terror das au pairs: câmeras escondias instalada pela casa).

Eu também dei uma pirada nos meus ultimos dias. Não me orgulho hoje em dia hahahaha Mas joguei muita sujeira pra debaixo do tapete, dava um jeto de sumir com brinquedos barulhentos, enfim, no melhor estilo, chutando o balde.

E o discurso dela no final?! Então, não cheguei a fazer, Mas sabem aquela minha amiga da host em Manhattan? Ela fez um discurso daqueles igualzinho aquele quando estava indo embora. A diferença, ela fez ao vivo, na cara da mulher. Foi babado, tumulto e confusão :P

Porém, assim como eu fiz, a personagem consegue transformar isso num experimento antropológico barra social e super positiva que ela usa como dissertação para sua tese para a pós. E foi exatamente isso que eu fiz, transformei essa experiencia em algo positivo e hoje em dia não me arrependo de nada pelo que passei.

nanny-diaries

Me identifiquei muito quando ela diz que pra você entender melhor o seu mundo, as vezes a gente precisa viver um pouco num mundo diferente. E eu concordo muito com isso.

Bom adorei ver o filme, não sei se porque o filme é realmente bom, mas porque me fez reviver uma parte da minha vida que definitivamente foi o começo de muitas mudanças que que vieram em seguida.

A única parte “fantasia” do filme é o boy magia vizinho dela que ainda rola um affair. Putz, se o capitão américa tivesse sido meio vizinho e ainda, me desse mole, minha vida como au pair teria sido muito, mais muuito mais fácil.

diariodeumababa_3

Então fica aí a dica para aquelas que desejam ser au pair, e pra vocês já terem um gostinho de como será :P

Tags: ,

0

De Mendonza para Santiago del Chile

Posted by Luna on June 23, 2015 in América do Sul, Chile, Experiências |

Dando continuidade ao Mochilão pela América do Sul (vamos apenas esquecer o quanto de tempo estou levando para escrever sobre isso).

Bom, estávamos muito animados para nossa próxima e última parada do roteiro: Chile. E o mais legal de tudo isso: poder cortar os Andes de ônibus. De forma que calculamos o tanto de duração (8 horas, que tiramos de letra depois das 14 horas para Mendonza) para podermos passar pelos Andes pela manhã.

O perrengue dessa vez começou cedo: para economizarmos dinheiro, decidimos ir do hostel até a rodoviária de Mendonza a pé. Foram uns 30 minutos andando com aquelas mochilas nas costas. Não sei como não arranjei nenhum problema de coluna depois disso.

Mas o pior ainda estava por vir, ainda não tínhamos comprado as passagens, por algum motivo que não me lembro qual (acho que os horários não estavam bom, ou algo do tipo) decidimos ir pra rodoviária assim do tipo, VAMOS, e ver se conseguíamos descolar as passagens na hora.

A cena era: eu e Bruna correndo igual umas loucas, entrando de estande de empresa em empresa pra saber se havia uma passagem que saísse de manha. TODAS as empresas só estavam tendo lugares disponíveis para noite, e a gente ali largados naquela rodoviária horrível e meio esquisita. Não conseguia me imaginar passar um dia inteiro naquele lugar.

Então, no melhor estilo amazing race, nos dividímos em duplas e fomos de lugar em lugar por aquela rodoviária procurando por passagens para Santiago. Nessa hora, esqueci até de embromar no espanhol, saiu tudo em portugês mesmo.

Até que finalmente, depois de o que pareceu ser uma eternidade, consegui achar passagens de um ônibus que sairia em 1 hora: estava ótimo! Moço, quatro, por favor.

Depois do susto, fomos todos felizes embarcar. A viagem foi super oquei, e ter feito aquela mini maratona de mochilas valeu toda a pena enquanto passávamos pelos Andes.

E aí, que no meio do caminho, pra entrar no Chile, a gente tem que passar pela fronteira e essa é a parte mais chata de se entrar no Chile de ônibus.

Chegando na fronteira do Chile

Chegando na fronteira do Chile

Nunca tive problemas pra entrar em país nenhum (tá, depois conto o que aconteceu na Irlanda), mas o Chile é muito chatinho no controle de entrada de gente e, principalmente, de coisas no seu território. Por isso, se você está pensando em ir para o Chile de ônibus separa aí aí um pacote de paciência, por que, meu amigo, você vai precisar, e muito.

Funciona assim: quando o ônibus está chegando na fronteira, os guardas (vigilantes, polícia federal, não sei!) colocam geral pra sair do bus. E aí, a gente fica lá meio que passando frio, esperando pra ver qualé que é. Sim, era verão, mas sim, faz um mega frio no meio dos andes. Então fica aí a dica pra quem for atravessar da Argentina pro Chile de busão: como você terá que sair de dentro do ~conforto e aconchego do ônibus ~ e passar um frio, por no mínimo umas 3 horas, bom levar um casaquinho, já dizia minha mãe.

Sim, gente, a gente toma um chá de cadeira pra atravessar a fronteira. Oooooohhh e como toma!. Primeiro faz a fila pra apresentar o passaporte pra sair da Argentina, depois outra pra entrar no Chile. Sim, são duas filas e no mesmo lugar.

Pela janela do ônibus

Pela janela do ônibus

Depois de ter “passaportemente” entrado no Chile (vulgo você conseguiu o visto), hora de ir pra outra fila. A fila dessa vez é para eles te revistarem todo. Seus bens que estavam contigo no ônibus precisam ser passados no raio x, você passa no raio x, um cachorro vem e te cheira (um labrador muito fofo, e ele foi o alívio naquela situação de b*sta que estávamos).

Enquanto a gente vê tudo sendo passado no raio x na nossa frente (eles tiram absolutamente tudo do ônibus), a gente fica tipo em fila, olhando pra eles no melhor estilo estrangeiro clandestino rs rs.

Gente, é bem chatinho essa parte. Tive que ficar pensando o tempo inteiro que teria um pote de outro no fundo do arco iris, porque tinha uma hora que eu simplesmente pensava: ah Chile quer saber? tá dando muito trabalho isso aqui, quero te conhecer mais não. Não estou disposta, com licença (gente, essa frase virou meu bordão da vida!! rs).

Mas aí, é igual tipo viagem longa de avião chata. Você só enfrenta porque sabe que tem uma experiência fantástica te esperando do outro lado, então a gente respira fundo e aguenta lá.

Enfim, depois de termos sido revistados, raio x, cheirados por cachorros, é a vez do ônibus ser revistado e cheirado também. E aí, depois de umas 3 horas, tcharam!!! Chile, aí vamos nós!!

Chile

Só pra lembrar, a dica é: nada orgânico passa pro Chile. Então, se você está vindo de outros países,  estava, nem tentar comprar nada que seja orgânico (coisinhas de madeiras, por exemplo) ou levar comida. Eles revistam tudo e tiram tudo mesmo.

Já era praticamente almoço quando chegamos na rodoviária de Santiago. A pior rodoviária de todas, me senti chegando na Novo Rio, aqui no Rio.

Quando se chega de uma viagem, tipo no destino final, normalmente já estamos um caco. Esse já era o terceiro destino, e o the very end destino, ou seja, depois de ficar pra lá e pra cá em outro dois países e noites mal dormidas em hostel meio xinfrim, as energias já estavam acabando.

E ai que estávamos detonados. Pior ainda, algo que eu comi no ônibus não me fez bem e eu cheguei passando muito mal (meu estomago é fresco). Eu não estava conseguindo nem pensar direito. Todo mundo falando espanhol comigo com um outro sotaque, e meus ouvidos estavam demorando pra mandar a mensagem pro cérebro e esse demorava mais ainda pra processar a mensagem.

Sentei num canto e pedi por Mozart por favooooor, pegar minha mochila. Gente, e foi no Chile que tivemos também a pior recepção evah!! Porque a gente estava meio que perdidos, tentando entender o espanhol deles, querendo pega uma informação e não tinha nada nem ninguém pra nos ajudar. E o maleiro o responsável de abrir e fechar a mala do ônibus) lá nos pedindo gorjeta pra mala, e eu não ia dar gorjeta porque quem colocou e tirou a mochila fui eu mesma. Enfim, calor, falatório, vuco vuco, confusão, cansaço e eu só querendo saber de chamar o Raul.

Ah sim, e pra coroar, não tínhamos trocado dinheiro. Tínhamos um pouquito de nada de peso chileno e naquela muvuca que estávamos a gente não achava um caixa eletrônico.

Juntamos nossos míseros pesinhos e fomos até um taxista. Gente, eu não entendia nada, estava mais pra lá do que pra cá. E nessa hora, estava todo mundo estressado e tal, sei que ficamos ali no taxi e ninguém queria leva a gente, uma confusão.

Sei que no final, insistimos e pegamos o taxi e o motorista, de má vontade, não queria ligar o taxímetro. Comecei a reclamar e tal, mas nossa, eu passando muito mal, já devia está até verde. Foi um sufoco. Mas no final a gente chegou e foi tudo lindo.

Sem duvida, foi o pais que eu mais gostei, mesmo com essa confusão na chegada.

Post sobre o país na próxima vez que eu passar por aqui.

Big beijos

 

Tags: , , ,

0

Retrospectiva literária 2014

Posted by Luna on May 30, 2015 in Leitura, Uncategorized |

Sou uma pessoa que gosta muito de ler e isso, acho, que não é novidade pra ninguém.

Mas que tipo de literatura você gosta, Luna? Você pergunta. E eu repondo: qualquer coisa. Vai depender do momento.

Normalmente eu leio sempre dois livros ao mesmo tempo: um  normal, ficção geralmente, e outro mais espiritual. Porém são sempre dois. O segundo estilo não muda muito a linha, normalmente os autores envolvidos são Eckhart Tolle (o meu preferido,já li toda sua coleção), Krishnamurti, Osho e por aí…

Já o primeiro estilo varia bastante. Esse aí vai depender do meu humor ou então da lista de livro que tenho pra eu ler.

Como todo mundo sabe que gosto de ler, eu acabo ganhando muitos livros. Ou até mesmo herdando ou pegando emprestado. O mais engraçado é que eu não sou uma colecionadora (não sou fã de coleção mesmo) de livros. Não gosto de coisas ocupando espaço que não serão utilizadas, então assim que eu termino de ler um livro eu passo ele pra frente.

Só fico mesmo com que gosto muito, ou com os que não são de leitura propriamente dito (como este) eu os guias de viagem. Os outros eu procuro sempre passar pra frente, raramente, tipo quase nunca, eu releio um livro (porque vou perder tempo podendo ler um outro novo) apenas os da segunda sessão lá de cima porque envolve algum tipo de aprendizagem.

Enfim… já estou me perdendo aqui. Tá, todo mundo me diz que não tem tempo pra ler. Bom, eu arranjo tempo. Assim, como eu gosto de ler, então eu nunca vou arranjar uma desculpa pra não fazer isso, e sim um jeito.

Pra mim a melhor hora de ler é antes de dormir, que é quando está tudo em paz mesmo e eu posso me concentrar, e assim eu vou lendo os livros.

Funciona assim: minha rotina noturna envolve desligar os aparelhos eletrônicos as 11 horas da noite (tirando algumas exceções), e é nessa hora que vou sacar meu livrinho pra ler até bater o soninho (provavelmente eu já vou está caindo de sono).

Essa “nova” rotina adquirida em 2013 me permitiu dar um up na minha leitura que andava muito parada desde a época dos EUA. Estava lendo muito pouco naquela época com um baixíssimo grau de concentração para os meus parâmetros.

Desde que eu adotei essa regrinha, meu sono melhorou muito e eu tenho lido muito mais. Estou mais focada para leituras longas, até quando não é um livro que me prende tanto (ler Garcia Marquez em espanhol foi um desafio, quase uma tortura mas eu consegui).

Se em 2013 eu consegui ler 12 livros (tá, não é muito vai) em 2014 esse número teve que ser reduzido pelo fato de outras tarefas (além de trabalho) terem sido acrescentadas na minha rotina.

Foi um número mais humilde, mas pelo menos foi alguma coisa e aqui vai minha listinha dos livros que li com alguma coisa parecida com review.

Na virada do ano de 2013 para 2014 eu estava empacada num livro meio chato chamado “How to be a woman” (como li a versão em inglês, não sei como é o nome do título em português), da autora Caitlin Moran, um livro que alguém do instagram recomendou e achei que valeria a pena ler.

How to Be a Woman

Moran levanta a bandeira do feminismo e, através da sua história (uma espécie de precursora da Lena Dunham, autora de Girls e que recentemente lançou um livro bem parecido com esse só que bem menos polido) ela vai narrando sua história e meio que nos contando o que aprendeu com isso, como a “não” necessidade de usar salto alto ou maquiagem.

Sinceramente, não querendo menosprezar o assunto, mas, na minha humilde opinião, ficar falando o quão doloroso é uma menstruação (o que sempre me lembra um episódio de FRIENDS de uma peça falando de uma mulher meio amargurada que começa gritando: por que você não gosta de mim?), ou da pressão de termos que usar maquiagem ou ter um marido, me parece meio cansativo, mimizento, e sei lá, do tipo, ai gente tá bom, já falamos muito sobre o tópico, somos mais do que isso, já chega de falar da obrigatoriedade do botox porque não estou disposta, com licença.

Acho o tema valiosíssimo (feminismo), mas acho que fica mais sério quando falamos sobre violência domestica (que pode ser física e ou mental) ou até de assédios, como essa mensagem que vi no facebook e achei super válido postar.

feminismo

Agora sobre as outras coisas eu acho meio bobo, não sei se é porque eu realmente não ligo pra essas coisas do tipo, ai Meu Deus ninguém me considera mulher porque não uso salto. Peço desculpas já anetcipadamente diante do que direi escreverei agora: caguei pro salto, pro que vão pensar ou cobrar de mim. Cara, seculo XXI, e se você vai me julgar por esse detalhe tão pequeno, então realmente, vá viver no seu mundinho pequeno e me deixa em paz (tá parecendo revoltado isso né, peraí que vou ali xingar muito no twitter :P ).

Ou dilema de maquiagem, uso sim, adoro!!!! E não deixo de fazer nada, ou nem me sinto “uma mentirosa” porque estou com um reboco na cara. Faço tudo que tenho que fazer, de batom pra ficar mais chique rs Não fico pensando no que a sociedade vai pensar, porque alguém sempre vai pensar alguma coisa, então gente, deixem que digam, que pensem, que falem…

E se alguém me achar muito menininha ou frágil por causa da minha aparência, genteeeeeeee, cada um pensa o que quiser, até porque eu sei do que sou capaz então… se por exemplo, alguém não quisesse me contratar por achar que sou pequena e que nao dou conta do recado (como num episodio de Sex and the City) então na verdade, eu que não vou querer trabalhar num lugar, num ambiente com pessoas que pensam dessa forma e assim a gente vai caminhando.

Enfim, to morrendo de rir sozinha aqui da minha revolta (eu deveria está estudando latin e estou aqui no blog, tudo em prol na procrastinação) aqui sem motivo, mas enfim, achei meio oquei, tipo quase que um reality mas sem o glamour das Kardashian (não assisto tá, nem precisam me julgar) e de quebra, descobri que não tem nada de mais ser mulher e que não tem nada de novo no livro pra aprender.

Mas vamos lá, passando para o próximo… em 2014 continuei lendo as obras de Eckhart Tolle, e li “A New Earth”. Mais um livro que aprendi muito. No “Poder do Agora”, o primeiro livro do autor, ele já arranha um pouco o tema abordado nesse livro: o ego. Foi através desse livro que consegui moldar e mudar muitos aspectos da minha vida, apenas conseguindo diferenciar o que eu realmente queria, ou o que achava que queria, mascarado pelo ego. Para quem se anima com os temas crescimento espiritual e auto conhecimento, vale muito a pena.

anewearth

Paralelamente era a vez de continuar a saga do Uhtred, das Crônicas Saxônicas. Gente, tô lendo essa saga deve ter uns 5 anos, nem eu aguento mais, e toda vez que leio um livro, o autor laça outro. Já foi pro sétimo. Li o 4’ livro, e emendei com o 5’ e depois enchi o saco e resolvi dar um tempo de Uhtred.

A história, como se pode imaginar, é muito boa e tem aquela sadaca do Cornwell de misturar ficção com história, fazendo com que você aprenda muito dobre história mas sem ser num livro de história. O livro conta a formação da Inglaterra como um país, com os anglos saxões se reunindo pela primeira vez para lutarem com o inimigo comum: os vikings.

Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell

Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell

Pra quem gosta de história e aventura é um prato cheio. O ponto negativo é que cara, todo evento importante histórico, o Uhtred (protagonista) está lá. Parei no 5’ livro, e não estou conseguindo imaginar mais história pra ser contada que chegue no 7… to ficando até preocupada, porque daqui a pouco Uhtred vai estar lutando contra os nazistas na 2 guerra mundia (não me aguentei e tive que fazer uma piadinha).

Em seguida, li “A Cabana” , um livro que mega bombou uns anos atrás e que eu tinha uma curiosidade pra ler pelo mistério que rodeava o livro, no melhor estilo “A Vila “, se você já sabe o final, não conte.

Bom, eu gostei do livro, com algumas ressalvas. Gosto do tema, porém de uma forma bem seletiva, aproveitando qualquer coisa que não seja dogma, digamos assim (tentando ser bem evasiva sobre o assunto). Achei interessante, digamos assim.

E aí, veio García Márquez. Eu estava com uma fissura de aprender espanhol uns anos atrás por causa do mochilão pela América Latina, e aí descolei um livro em espanhol emprestado de um amigo: “Memorias de mis putas tristes”. Bom, García Márquez é um autor meeeega famoso, e conhecido mais por “Cem Anos de Solidão”, mas gracas ao trauma de memorias… , digamos que não lerei sua grande obra nem tao cedo.

Memorias de Mis Putas tristes

Memorias de Mis Putas tristes

Não sei se foi o fato do meu espanhol ser uma rachação de cara, ou se foi o tema, o fato que achei o livro um saco, e foi uma arrastação pra poder terminá-lo, uma vez que nunca deixo um livro pela metade (é TOC, sei la).

O tema: um velho que quer ter uma noite com uma jovem virgem. O tema me faz querer vomitar, e meio que me lembrou um livro que segue mais ou menos nesse estilo, e que também entrou na lista de livros que li e não suportei, que foi Lolita.

E aí que fica a dica pra mim, tema de homens velhos desejando novinhas não me apetece, porque mais uma vez, não estou disposta, com licença.

Então voltei para Eckhart Tolle com “Stillness Speaks” que é mais um compilado dos seus ensinamentos.

Voltando para a ficção, dessa vez saí da literatura colombiana pra entrar na chilena com “Um lugar sem limites” do autor José Donoso. Esse livro também foi presente. Conta a historia de um travesti que mora no interior do Chile nos anos 50, sustentando um prostíbulo (oh gente, que é muita minoria reunida :P ). Como o tema sugere, o autor aborda muito a decadência e hipocrisia na moral dos homens, especialmente se tratando de lugares mais isolados. Me lembrou um pouco o Cortiço. 

Um lugar sem limite

Um lugar sem limite

Na parte espiritual, fui de krishnamurti, o precursor de Tolle. Muito bom o livro também, pra quem gosta desse tipo de filosofia barra corrente. O livro se chama “O Verdadeiro objetivo da vida” (não achei um link, apenas um do Mercado Livre), e vai passando por vários tópicos do nosso dia a dia, desde trabalho ate relações amorosas.

Voltando pra ficção, encerrei o ano no meio de um livro da Marian Keyes (já tinha lido outros dois livros da autora), porque estava mega afim de ler um livro de mulherzinha (porque passei o ano em meio de batalhas sangrentas, ou vida de merda – valeu Garciaaaaaaa ) então quis algo super light. Porém, como terminei só no ano seguinte, o atual, então deixo o post pro ano que vem.

Terminei o ano com nove livros e meio lido.

Então é isso, gente. Volto qualquer dia desses aê :-)

 

Tags: , , , , , , , ,

Copyright © 2011-2016 On The Right Track All rights reserved.
This site is using the Desk Mess Mirrored theme, v2.0.1, from BuyNowShop.com.